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Estado de Minas

Ampliação da oferta enche ruas de Belo Horizonte de patinetes elétricas

Meio de transporte tem sido visto com frequência nas vias de BH. Serviço foi lançado por empresa em janeiro e agora já encontra concorrência


postado em 31/03/2019 06:00 / atualizado em 31/03/2019 09:48

Meio de locomoção ganha adeptos para momentos de diversão, como Cássia Bernardes e o filho Arthur(foto: Gladyston Rodrigues/EM/d.A Press)
Meio de locomoção ganha adeptos para momentos de diversão, como Cássia Bernardes e o filho Arthur (foto: Gladyston Rodrigues/EM/d.A Press)

Encurta distâncias, alivia o trânsito e ainda promove diversão. Meio de transporte que está quebrando a rotina da capital mineira, as patinetes elétricas vieram para ficar. Eles chegaram a BH em janeiro deste ano, trazidos pela Yellow. Agora, dois meses depois, serviço semelhante passou a ser disponibilizado na capital por meio da Grin. A nova modalidade já ganhou adeptos, que aprovaram a novidade.

A moda das patinetes é recente. Começou no ano passado, no Vale do Silício, na costa da Califórnia (EUA), se espalhou pela Europa e, agora, invadiu o Brasil. Empresas responsáveis pelos sistemas de compartilhamento pegam carona nos problemas de mobilidade das grandes cidades brasileiras. E os modos operantes são fáceis: com o app instalado, o usuário deve criar uma conta e cadastrar um cartão de crédito. Posteriormente, basta localizar as patinetes disponíveis e fazer o desbloqueio. As patinetes funcionam com bateria. É cobrado o valor de R$ 2,99 para a taxa de validação do cartão, que serão reembolsados automaticamente. O valor do passeio é de R$ 0,50 por minuto, mais R$ 3 para o destrave da máquina.

“As patinetes elétricas da Grin atendem a todos os requisitos previstos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como buzina, farol noturno, luz indicadora de freio, indicador de velocidade e bateria, freio motor e mecânico. A velocidade máxima permitida é de 20 quilômetros por hora (km/h) nas ciclovias e de 6km/h nas calçadas.

A patinete é uma solução de transporte para curtas distâncias, ideal para fazer a conexão entre a rede de transporte pública e o destino final do usuário, seja indo para o trabalho, seja a volta para casa. “Com a patinete você foge do trânsito, contribui para a redução da poluição e chega mais animado ao seu destino, porque se divertiu, sentiu o vento no rosto e teve uma conexão mais agregadora com a cidade do que fechado em um carro”, disse Marcel Bely, gerente de relações-públicas da Yellow – empresa que começou a operar em janeiro com patinetes elétricas e bikes na capital mineira.

SEM ESTRESSE O bancário Gabriel Pedrosa, de 22 anos, usava a patinete pela terceira vez e falou das vantagens. “Economiza tempo, te poupa do trânsito e ainda desestressa. É mais caro que o transporte público, mas torna a locomoção um lazer. Muito da hora”, disse. A psicóloga Lilian Krez, de 51, testou ontem pela primeira vez. “Foi superlegal, quero largar meu carro para trás. Estamos muito viciados em carro e é importante ter outras alternativas. Achei muito interessante o respeito dos motoristas e dos pedestres”, afirmou a psicóloga, que precisou abandonar a patinete no meio do caminho por causa de uma forte subida. Ela saiu do Diamond Mall, no Bairro de Lourdes, com a intenção de ir até a Savassi. Entretanto, ao chegar perto da Praça da Liberdade, a patinete não subiu o morro – não se sabe se por conta da bateria ou pela dificuldade no modo operante – e ela terminou o trajeto a pé.

Também há quem utilize a patinete somente para se divertir. A estudante Cássia Bernardes, de 30, levou o filho Arthur, de 6, para passar a tarde na Praça da Assembleia, no Bairro Santo Agostinho. Como ele ainda é muito pequeno, se ajeitou na frente da mãe enquanto ela pilotava a verdinha. “Usei pela primeira vez ontem, mas já estou viciada. Vou separar um salário mínimo para alugá-las. É uma revolução”, brincou.

As patinetes circulam apenas dentro da Avenida do Contorno, passando pelo Centro e pelos bairros Santa Efigênia (Leste de BH), Savassi, Funcionários e Lourdes (Região Centro-Sul). Mas a intenção é ampliar a área, para atender cada vez mais pessoas. (Com informações de Junia Oliveira)

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