Publicidade

Estado de Minas

Integrantes da CPI da ALMG vão visitar área atingida por tragédia de Brumadinho

Uma audiência pública será realizada na cidade para ouvir os moradores e ver os impactos do desastre


postado em 28/03/2019 15:21 / atualizado em 28/03/2019 15:27

Barragem se rompeu em 25 de janeiro deste ano(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Barragem se rompeu em 25 de janeiro deste ano (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apurar o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Grande BH, vão visitar a área atingida pelo mar de lama. Uma audiência pública será realizada na cidade para ouvir os moradores e ver os impactos do desastre. “Vamos visitar as áreas afetadas e, principalmente, ouvir a população sobre as etapas de reparação”, afirmou o deputado André Quintão (PT), relator da Comissão.

Nesta primeira etapa dos trabalhos, estão sendo ouvidos representantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das polícias Federal, Militar e Civil. Depois, testemunhas e possíveis envolvidos com o crime vão dar declarações. O conjunto de trabalhos vai dar origem ao relatório final do colegiado.

O deputado André Quintão ressaltou, nesta quinta-feira, a necessidade de adoção, por parte da Vale, de um plano de reparação às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão. “Identificar as causas e os responsáveis é fundamental, evitando a impunidade. Mas é importante, também, ter um plano claro e público de reparação por parte daqueles que cometeram tamanha irresponsabilidade, permitindo que as famílias atingidas reconstruam suas vidas com dignidade”, destacou André.

Para ele, é preciso criar um modelo que possibilite a agilidade e eficiência no auxílio dos atingidos. “A Assembleia vai participar desse processo, com ideias e ponderações sobre o que não deve ser feito, levando em consideração tragédias anteriores. Precisamos, depois, monitorar o plano, verificando se cada ente está, de fato, cumprindo a sua parte”, disse ele.

O deputado apontou que a tragédia é fruto de uma série de erros. “A declaração de condição de estabilidade foi feita de maneira fraudulenta, como apontou a Polícia Federal. Temos problema, também, no não funcionamento do Plano de Ação Emergencial”, comentou.  “Queremos saber de que maneira as legislações trabalhistas foram desrespeitadas pela empresa. Queremos saber, também, em que medida o descumprimento eventual de normas de segurança também contribuiu para o rompimento”, completou.


Publicidade