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Estado de Minas

Histórias de vítimas de barragens em Brumadinho e Mariana são levadas à ONU

O encontro terá como objetivo apresentar os impactos das duas tragédias em Minas Gerais


postado em 19/03/2019 06:00 / atualizado em 19/03/2019 08:08

Maria Júlia, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, Izabel (Brumadinho) e Mônica (Bento Rodrigues) falarão hoje em Genebra(foto: Divulgação)
Maria Júlia, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, Izabel (Brumadinho) e Mônica (Bento Rodrigues) falarão hoje em Genebra (foto: Divulgação)


A tragédia de Brumadinho, na Grande BH, e o rompimento da barragem em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que deixou um rastro de destruição ao longo do Rio Doce e matou 19 pessoas, serão temas discutidos hoje na Organização das Nações Unidas (ONU). A reconstrução dos distritos atingidos pelo mar de lama em 2015 em Mariana e as dores das vítimas da ruptura do reservatório de Brumadinho vão ser apresentados na 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.

O encontro terá como objetivo apresentar os impactos das duas tragédias em Minas Gerais. Moradores de Bento Rodrigues, subsdistrito de Mariana devastado pela lama de rejeitos, e de Brumadinho, vão fazer relatos do que viveram com os rompimentos das barragens da Vale, Samarco, e BHP Billinton. “Elas foram convidadas pela Cáritas brasileira e internacional. Pretendemos fazer um panorama e um paralelo entre a situação de Mariana e a de Brumadinho”, explicou Maria Júlia Gomes, uma das coordenadoras do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM).

A moradora de Bento Rodrigues Mônica dos Santos vai falar sobre como está o processo de reconstrução após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. Milhões de metros cúbicos de lama desceram do reservatório, provocando mortes e destruindo o Rio Doce até o mar do Espírito Santo.

Já Izabel André, moradora do Bairro Tejuco, em Brumadinho, fará um depoimento representando vítimas da tragédia no município. Ela perdeu familiares, vizinhos e amigos no rompimento da barragem. “Outra que vai falar é a Rafaela Marques, de Alagoas, que compõe um movimento de pequenos agricultores que montaram uma articulação no Nordeste para monitorar os efeitos do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão na bacia do Rio São Francisco. Tem muitas preocupações em torno disso”, disse Maria Gomes.

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