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Estado de Minas

Exposição retrata laços entre Japão e Minas Gerais

Reportagens e fotos do acervo do Estado de Minas também fazem parte da mostra, que termina no domingo


postado em 09/11/2018 06:00 / atualizado em 09/11/2018 08:21

Reportagens e fotos do acervo do EM estão em exibição na mostra, que termina no domingo. As oficinas serão amanhã(foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS - 03/10/2018)
Reportagens e fotos do acervo do EM estão em exibição na mostra, que termina no domingo. As oficinas serão amanhã (foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS - 03/10/2018)
Símbolo de um país, cores de extrema beleza e traço de união entre povos. A cerejeira é o convite para que belo-horizontinos e visitantes conheçam um pouco da cultura nipônica na exposição Da terra ao aço: Japão e Minas em laços de amizade e trabalho, em cartaz até domingo no primeiro piso do Ponteio Lar Shopping, na Região Central de Belo Horizonte. Num programa para toda a família, amanhã haverá distribuição de mudas de cerejeiras, oficina de origami e escrita japonesa.


Dividida em quatro eixos – economia, esportes, espiritualidade e arte/cultura –, a mostra celebra os 110 anos da imigração japonesa no Brasil, os 60 dos pioneiros do país oriental na Região Leste mineira e os 90 de fundação do jornal Estado de Minas. E conta ainda com uma linha do tempo que começa em 1908, com a chegada dos primeiros japoneses ao Brasil, no navio Kasato Maru e segue até os dias atuais.

Quem conhece o Morro do Chapéu, condomínio privado em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH certamente já viu as famosas cerejeiras, árvores de origem japonesa conhecidas como sakura, que enfeitam as ruas do local “num verdadeiro show da natureza”, conforme dizem os organizadores da exposição. Amanhã, o espaço receberá o senhor Miura, considerado o “guardião das cerejeiras em Minas”. Ao lado dele, voluntários da empresa japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation, patrocinadora da exposição, vão ensinar os truques dos origamis, arte de dobrar papel em forma de animais e objetos. E um presente: quem passar pelo shopping, ganhará um cartão com seu nome escrito em ideogramas japoneses.

REGISTRO Um dos aspectos interessantes da mostra está nas reportagens e fotos do acervo do EM, com um detalhe que certamente encantará os visitantes: todo o material está impresso em tecido, num belo efeito visual. Estão lá cenas de casamentos, a chegada dos japoneses em trajes típicos, momentos de confraternização com os mineiros, construção da siderúrgica em Ipatinga, presença no Projeto Jaíba, no Norte de Minas, e outros registros emocionantes.

Na abertura, o diretor para as Américas da NSSC, Kazuhiro Egawa, disse: “Esta exposição é prova de que brasileiros e japoneses encontraram em Minas o caminho do compartilhamento, da amizade e da prosperidade.” Já o presidente do Grupo Diários Associados, Álvaro Teixeira da Costa, destacou que “a significativa contribuição dos japoneses às nossas vidas foi recontada a partir das reportagens e fotografias publicadas pelo EM, comprovando que este é o grande jornal dos mineiros e dos que aqui chegaram para contribuir com o crescimento de Minas Gerais”.

Entre as matérias impressas em tecido, estão as da série Da terra ao aço, dos jornalistas Marta Vieira, Gustavo Werneck, Luiz Ribeiro e Túlio Santos que venceu o 1º Prêmio Nippon de Jornalismo, ao enfocar as relações de amizade e trabalho entre os dois povos. Fazem parte ainda as matérias produzidas pelos jornalistas em viagem ao Japão para os cadernos Turismo e Feminino e com abordagem de economia.

O texto de apresentação resume a saga japonesa no Brasil: “Eles vieram de outras terras, de outro mar. E chegaram a Minas cheios de esperança, em busca do sustento para criar as famílias, do trabalho para nortear os dias e de um terreno fértil para plantar os sonhos. Os planos floresceram e deram frutos. (…) Arigatô se une ao uai do mineiro, o pão de queijo ao sushi e as trajetórias se cruzam nesta exposição que conta um pouco de dois universos. Só resta mesmo gritar bem alto Banzai Brasil! Banzai Nippon! “

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