Publicidade

Estado de Minas

Ação internacional pela tragédia de Mariana amplia adesão para até sexta-feira

Escritório internacional estende até sexta-feira o limite para ingresso em processo que vai cobrar indenizações por danos provocados pelo rompimento de barragem


postado em 22/10/2018 06:00 / atualizado em 22/10/2018 17:10

A intensa demanda provocou filas em Governador Valadares e outras cidades e levou o escritório anglo-americano a ampliar o prazo de adesão ao processo por danos(foto: SPGLAW/Divulgação)
A intensa demanda provocou filas em Governador Valadares e outras cidades e levou o escritório anglo-americano a ampliar o prazo de adesão ao processo por danos (foto: SPGLAW/Divulgação)


A demanda de adesões de atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão ao processo que busca reparações nas cortes da Inglaterra e do País de Gales se tornou tão intensa que o prazo para ingresso na causa teve de ser prorrogado. Diante da procura, os advogados do escritório anglo-americano SPG Law, que vai processar a BHP Billiton SPL por danos morais e materiais, decidiram ampliar a entrada de novos clientes – que se encerraria ontem – até a meia-noite de sexta-feira, horário de Brasília. “Depois disso, será humanamente impossível processar todos os dados para entrar com a ação em 1º de novembro nas cortes do Reino Unido”, afirma um dos advogados do escritório de Londres, Tomás Mousinho Gomes Carvalho Silva.

Como o Estado de Minas noticiou com exclusividade, o SPG Law estima em mais de 5 bilhões de libras o valor da ação contra a BHP Billiton, que tem escritório em Londres e é uma das controladoras da Samarco, a mineradora que despejava rejeitos na Barragem do Fundão, ao lado da mineradora Vale. Mas o valor calculado exatamente só deve ser definido em meados de fevereiro, após o trabalho de cálculo de especialistas contratados pelo escritório. Qualquer pessoa atingida pode ingressar na ação por meio de um advogado brasileiro que faça parceria com o SPG Law. As informações básicas se encontram no site www.spglaw.com.br.

Até o momento, contando Minas Gerais e o Espírito Santo, já aderiram ao processo mais de 70 mil atingidos. A expectativa do escritório é de que esse número chegue a 100 mil, entre atingidos direta e indiretamente, municípios, Igreja Católica, pescadores ribeirinhos, povos indígenas, entre outros. Dos 500 advogados que já firmaram uma parceria, 300 apresentaram clientes e os escritórios trabalham num esforço frenético para atender a todas as pessoas que podem ser indenizadas. “Governador Valadares é, de longe, o município que mais trouxe advogados e clientes, sendo que Colatina tem um fluxo quase tão intenso”, afirma o advogado do SPG Law. Valadares é a cidade atingida com a maior população, chegando a 280 mil habitantes, enquanto Colatina tem 96 mil. Ambas sofreram com uma semana de interrupção de fornecimento público de água.

Nesta semana, chegam mais pessoas para ajudar a desafogar as filas e aglomerações imensas de atingidos e seus advogados nos escritórios parceiros. São profissionais brasileiros, norte-americanos e ingleses. “Nosso objetivo é que ninguém que foi prejudicado fique de fora, isso nos entristeceria demais”, disse Tomás Silva.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade