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Estado de Minas

Escolas particulares voltam às aulas, mas impasse segue na rede pública infantil

Professores acatam proposta do TRT, suspendem a greve e retornam para as salas de aula na segunda-feira. Enquanto isso, educadores das Umeis seguem em greve


postado em 05/05/2018 06:00 / atualizado em 05/05/2018 07:56

Professores da rede particular de ensino de BH decidiram retornar às salas de aula após assembleia realizada na sexta-feira(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PRESS)
Professores da rede particular de ensino de BH decidiram retornar às salas de aula após assembleia realizada na sexta-feira (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PRESS)
Volta às aulas na rede particular de ensino. Depois de 10 dias de greve, os docentes retomam as salas de aula na segunda-feira. A decisão foi tomada no início da noite de ontem em assembleia da categoria, no hall da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A categoria referendou a decisão do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG), que acatou a proposta do desembargador mediador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entregue em audiência de conciliação na última quarta-feira.


A assembleia dos professores durou aproximadamente duas horas. Durante o encontro, decidiram por suspender a paralisação. Eles consideraram o movimento como vitorioso. “Concordamos com a proposta levantada junto com o desembargador nas mediações do TRT e que também foi aprovada pelo Sinep. Saímos vitoriosos. No momento muito complicado para a luta dos trabalhadores, conseguimos manter os nossos direitos e a homologação no sindicato, mesmo para dois anos de trabalho”, afirmou diretor de comunicação do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aerton de Paulo.


Foi aprovado pelos representantes das escolas particulares e os professores o reajuste salarial, com base no INPC (1,56%); de homologação da rescisão parcial (redução da carga horária) e do aposentando pelo sindicato, somente de trabalhadores com contrato superior a dois anos; de pagamento dos dias parados dos grevistas; e a validade de um ano do acordo coletivo. Um dos pontos fundamentais para o fim do movimento grevista era a garantia de que os educadores que participaram da greve grevista receberão o pagamento dos dias parados, com reposição de aulas e não ocorreram punição por motivo de participação no movimento paredista.


Nesta sexta-feira, escolas de Belo Horizonte continuaram em greve. Ao todo, cinco instituições de ensino paralisaram totalmente, segundo o Sinep. São elas: Colégio Imaculada Conceição, Colégio Batista Mineiro, Escola da Serra, Obra Social São José e Colégio Arnaldo (Unidade Anchieta). Funcionaram parcialmente o Colégio Balão Vermelho.


EDUCAÇÃO INFANTIL
Enquanto os professores da rede privada retornam às aulas, o impasse continua na educação infantil de Belo Horizonte. Os educadores seguem em greve. A categoria negou a proposta do Prefeito Alexandre Kalil (PHS) de até 20% de aumento e a retomada da tramitação do Projeto de Lei 442, que prevê melhorias na carreira, na Câmara Municipal. O Executivo prometeu enviar um substitutivo ao texto assim que a greve acabar. Pela proposta, professoras com nível superior que assumiram recentemente seus cargos saltariam do nível 1 para o 4. A carreira de docentes da PBH, que contempla os ensinos infantil e fundamental, tem 24 níveis.

As educadoras do infantil reivindicam equiparação salarial com quem dá aulas para o nível fundamental (crianças a partir de 6 anos). Dessa forma, quem está em início de carreira, por exemplo, sairia do nível 1 para o 10, com salário inicial bruto aumentado de R$ 1.451,93 para R$ 2,2 mil. O concurso para professor da educação infantil exige formação em nível médio e para o fundamental, curso superior. Porém, a própria PBH informa que 70% das professoras das unidades municipais de educação infantil (Umeis) têm graduação. Já segundo o Sind-Rede, esse percentual ultrapassa os 80%. As profissionais discordam da proposta oficial, pois dizem que quem já teve progressão na carreira terá, no máximo, 10% de aumento.

Até terça-feira da semana que vem estão programados atos em Umeis e na feira da Avenida Afonso Pena, no domingo. Na quarta, está marcada assembleia geral da educação. No dia seguinte haverá nova assembleia da educação infantil.

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