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Estado de Minas

Secretaria de Meio Ambiente multa Anglo American em R$ 125 milhões

Valor é referente apenas ao primeiro vazamento no mineroduto da empresa, que ocorreu em 12 de março


postado em 04/04/2018 18:06 / atualizado em 04/04/2018 20:09

(foto: MPMG/Divulgação)
(foto: MPMG/Divulgação)

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) emitiu, nesta quarta-feira, o auto de infração referente ao primeiro vazamento do mineroduto da empresa Anglo American, que contaminou o Ribeirão de Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, com 318 toneladas de polpa de minério.

O acidente ocorreu em 12 de março, em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata. Além de já ter determinado uma série de medidas ambientais à mineradora, a Semad multou a empresa em R$ 125.592.097,99.

A Semad informou que a autuação pelo segundo vazamento registrado no mineroduto Minas-Rio, em 29 de março, com aplicação de nova multa, será divulgada após análise.

De acordo com o órgão, "o cálculo foi feito com base no artigo 80 do Decreto Estadual nº 47.383/18, tendo em vista que a Anglo, considerada uma empresa de grande porte, causou poluição e degradação ambiental que resultou em dano aos recursos hídricos, gerou ainda dano ou perigo de dano à saúde pública e ao bem-estar da população".

Em nota, a Anglo American informou que está analisando o auto de infração recebido nesta tarde e, posteriormente, irá se posicionar. A empresa ressaltou que foram tomadas todas as medidas para a minimização dos efeitos dos incidentes, "o que incluiu a imediata suspensão de suas operações, o trabalho de limpeza do ribeirão e o diálogo permanente com os moradores".

Conforme a companhia, medidas de contenção e reparação continuam. “São 37 barreiras ao longo do ribeirão. A pluma não alcançou o Rio Casca. A empresa mantém mais de 200 profissionais trabalhando na limpeza da calha e das margens do córrego”.

Supensão das atividades

As atividades no mineroduto da Anglo American em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, deverão ficar paralisadas durante 90 dias. A mineradora confirmou o aumento do prazo – anteriormente de 30 dias – na manhã desta terça-feira.

O empreendimento foi interditado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) após o registro do segundo vazamento nos dutos em 17 dias.

Além disso, a empresa vai dar férias coletivas para parte do pessoal que trabalha na mina, usina e planta de filtragem por 30 dias, a partir de 17 de abril. Para o período subsequente, vai conversar com o sindicato e autoridades para definir as alternativas que sejam mais adequadas para seus empregados. (Com informações de Cristiane Silva)

* Sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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