Publicidade

Estado de Minas

'É uma aberração absoluta', diz Kalil sobre rodoviária no São Gabriel

De acordo com prefeito de Belo Horizonte, terminal não vai sair do papel caso não haja uma intervenção de grande porte no Anel Rodoviário


postado em 23/03/2018 14:34 / atualizado em 23/03/2018 16:31

PBH gastou R$ 40 milhões em desapropriações dos três terrenos destinados à Rodoviária (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
PBH gastou R$ 40 milhões em desapropriações dos três terrenos destinados à Rodoviária (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Se depender apenas do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), o projeto da nova rodoviária de Belo Horizonte, no Bairro São Gabriel, não sairá do papel.

Contrato assinado pela administração anterior, de Marcio Laceda (PSB), previa a inauguração da obra em agosto do ano passado. Questionado sobre o assunto, o prefeito alegou que a proposta é uma “aberração absoluta”.

“Se a população de Belo Horizonte não sabe, a saída da rodoviária é no anel rodoviário. Então como é que eu vou fazer uma rodoviária que vai trazer um tráfego onde eu quero tirar?”, argumentou o prefeito. “É uma aberração absoluta aquela rodoviária ser aprovada sem um projeto de grande porte no anel rodoviário”, completou.

De acordo com Kalil, a Prefeitura tem interesse em discutir o projeto com a BH Ativos e já avisou que a rodoviária só será construída se houver um projeto para o Anel Rodoviário. “Abrir (a rodoviária) jogando ônibus no Anel Rodoviário e uma coisa irresponsável que eu não pretendo fazer”.

A responsabilidade dos investimentos de construção e adequação do sistema viário da região é toda do consórcio SPE Terminal, formado por cinco empresas, que, em contrapartida, tem o direito de gerenciar a rodoviária e arrecadar receitas de operação pelos próximos 30 anos.

Durante a disputa eleitoral de 2016, o então prefeito Marcio Lacerda visitou as obras da nova rodoviária e destacou que a previsão era de entrega da rodoviária em agosto de 2017. A partir daí, a empresa deveria aplicar R$ 85 milhões na construção do prédio da rodoviária e mais R$ 6,5 milhões no sistema viário do entorno, sob pena de multa em caso de descumprimento.

 “O contrato prevê um prazo de 18 meses após a entrega do terreno (que aconteceu em janeiro de 2016). A prefeitura investiu mais de R$ 40 milhões em desapropriações e remoções, com 287 construções, e isso levou muito mais tempo do que esperávamos. Inclusive, temos três (casos) ainda na Justiça após a liberação do terreno”, disse Lacerda, na ocasião.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade