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Estado de Minas

Presos suspeitos de estupro coletivo seguido de assassinato no Centro-Oeste de Minas

Mulher foi morta com requintes de crueldade quando seguia para sua casa, em Santo Antônio do Amparo, depois de sair de festa em parque de exposição, onde seu marido ficou em companhia de um amigo. Crime foi no sábado passado


postado em 05/08/2017 16:00

Os quatro homens estão presos por decisão judicial e investigações aguardam resultados de perícias(foto: Polícia Civil/Divulgação)
Os quatro homens estão presos por decisão judicial e investigações aguardam resultados de perícias (foto: Polícia Civil/Divulgação)

Mais dois suspeitos do estupro coletivo e do assassinato da dona de casa Rosali das Graças Santos, de 31 anos, já estão presos por ordem judicial em Santo Antônio do Amparo, no Centro-Oeste de Minas, a 180 quilômetros da capital. O crime ocorreu na madrugada do sábado passado, quando a mulher seguia para sua casa, depois de sair de um show no parque de exposição da cidade. Ela foi cercada pelos bandidos, que a levaram a um matagal, onde a violentaram sexualmente e mataram com requintes de crueldade.

De acordo com a Polícia Civil, no dia do crime foram presos em flagrante Romário Rufino Mariano, de 23 anos, e Leonardo Fernandes da Silva, de 32. Romário confessou que a abordou para roubar, mas que a estuprou e a matou. Ele também informou os nomes dos comparsas. E foi então pedida à Justiça a expedição de mandado de prisão de Arenildo Serafim dos Reis, de 43, o “Beguinha”, e Gilmar Roberto Campos, de 31, conhecido por “Tiziu.

O delegado Leandro de Prada Macedo Costa, responsável pelas investigações, disse há provas robustas da participação dos quatro homens, mas que os próximos passos é a comprovação científica, por meio de exames, principalmente do material genético encontrado no corpo e roupas da vítima.
Rosali Santos foi morta com requintes de crueldade(foto: Reprodução/Facebook)
Rosali Santos foi morta com requintes de crueldade (foto: Reprodução/Facebook)

Segundo as apurações, Rosali Santos participava de um show junto com seu marido, quando decidiu ir para casa. O marido ficou no evento acompanhado de um amigo. Por volta das 4h, numa via do Bairro Eldorado, ela foi cercada por Romário, que disse à polícia que a intenção era apenas roubar a mulher. Porém, quando o corpo dela foi encontrado pelos policiais, estavam em seu bolso a quantia de R$ 89 e dois ingressos para um show que aconteceria na noite daquele sábado.

De acordo com o delegado Leandro de Prada, apesar de nos primeiros depoimentos os investigados apresentarem versões evasivas sobre o caso, nesta sexta-feira houve novos interrogatórios e, na acareação, ficou evidente a presença dos quatro na cena do crime. “Algumas contradições foram esclarecidas. Um ou outro nega o estupro e nenhum confessou os atos homicidas. A versão dos quatro indica que eles estiveram no local, se não praticando, presenciado os fatos”, afirmou Prada.

Dados preliminares dos exames periciais realizados no local do crime indicam que a mulher foi bastante violentada e assassinada de forma brutal. “Há fortes evidências de que se trata de um estupro coletivo e, não satisfeitos, mataram-na de forma extremamente sofrida”, pontua o delegado. Os investigados forneceram material genético para confrontação de DNA e, ainda, está prevista uma reconstituição do crime.

Todos os suspeitos tiveram prisão preventiva decretada. Eles se encontram no sistema prisional à disposição da Justiça. Eles podem ser indiciados por estupro com concurso de agentes (estupro coletivo), aliado a homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e tortura, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e visando a ocultação do crime anterior (estupro).
 

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