As mortes por febre amarela seguem aumentando em Minas Gerais, com a confirmação de mais três óbitos nesta quinta-feira em relação ao último boletim divulgado na quarta-feira. A cada dia o estado aumenta o recorde negativo do maior número de pessoas que perderam a vida em decorrência da doença desde 1980 – primeiro dado disponível na série histórica de acompanhamento feito pelo Ministério da Saúde. Em 2000, 40 pessoas morreram vítimas do vírus em todo o país. Neste ano já são 51.
O mesmo ocorre com o número de notificações da doença. Até esta quinta-feira, foram 777, aumento de três registros em relação a quarta-feira. Se comparado com o início da semana, a alta foi de 65 registros. Do total, 138 foram confirmados. De acordo com a SES, a maioria dos casos suspeitos teve início dos sintomas entre os dias 8 e 14 de janeiro de 2017.
O número de cidades com notificações de casos suspeitos da doença também subiu. Agora, são 61, incluindo dois casos em que o local de infecção ainda é apurado. Na quarta-feira eram 60 cidades. Do total, 31 tiveram a confirmação da doença. Os mais afetados são municípios da Região Leste de Minas. Ladainha (20), Itambacuri (14), Teófilo Otoni (12) e Novo Cruzeiro (11), Teófilo Otoni (12) lideram em número de mortes investigadas. Os dados mostram que dos casos confirmados, 86% foram em homens.
Cidades com mortes de primatas
O número de cidades com mortes de macacos confirmadas pela doença se mantém em 26. Rumores de óbitos foram notificados em outros 57 municípios, dos quais 30 estão sendo investigados. Entre os que têm casos em investigação estão Belo Horizonte, Betim e Contagem, na Grande BH. Ainda na Região Metropolitana, há rumor de mortes de primatas em Ribeirão das Neves, Lagoa Santa e agora Nova Lima.
(RG)
