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Estado de Minas

Novo ano começa com dengue e gripe no alerta da saúde em Minas

Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) provocada pelo vírus influenza tirou a vida de 290 mineiros


postado em 01/01/2017 06:00 / atualizado em 01/01/2017 08:30

A dengue e a gripe foram um desafio para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em 2016. Mesmo com campanhas de prevenção e vacinação, as duas enfermidades bateram recorde de mortes da história. A doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti matou 253 pessoas. Enquanto isso, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) provocada pelo vírus influenza tirou a vida de 290 moradores mineiros. Para 2017, fica o desafio de combater o inseto e conscientizar a população. Na capital do estado, 2016 fechou com 154.765 casos confirmados e 61 mortes por dengue, a pior epidemia da doença em 10 anos, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

A preocupação maior é com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A probabilidade de um período mais intenso de chuvas pode favorecer a manutenção de altas densidades do vetor e, como consequência, a ocorrência de dengue, zika e febre chikungunya. Outro temor é um retardamento das campanhas de mobilização nos municípios, tendo em vista as mudanças nos quadros de muitas prefeituras.

Os números da dengue mostram que o alerta tem que continuar. Somente neste ano, 253 pessoas morreram em Minas Gerais por causa da doença. O dado é 153% maior do que registrado em 2013, ano em que 106 moradores perderam a vida e que era considerado o mais fatal da história no estado. Para se ter ideia do aumento nos últimos anos, em 2015 foram registrados 77 óbitos e em 2014, 50. Em 2016, foram 526.902 casos prováveis de dengue.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o aumento tem ligação com a circulação de quatro sorotipos da doença. “As pessoas que ainda não foram infectadas por um determinado sorotipo da dengue, podem vir a ser, ocasionando assim novas epidemias”, disse o órgão por meio de nota. “A dengue, chikungunya e zika vírus são doenças sazonais, cuja tendência de maior concentração de casos se dá entre os meses de janeiro a abril, em todo o estado. Apesar de sua sazonalidade, é preciso reforçar que são vários os fatores que influenciam para uma maior concentração no número de casos, como índice de chuvas, temperatura, população suscetível ao sorotipo do vírus circulante, desastres naturais, envolvimento variável da população de cada região na rotina de vistoria de suas casas, irregularidade no abastecimento de água, além de vários fatores imensuráveis”, completou.

Mesmo com o grande número de casos de dengue, zika e febre chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) aposta em fórmulas notadamente conhecidas para tentar evitar uma disparada das três enfermidades em 2017. O plano para enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, lançado no fim de 2016 é focado na mobilização dos moradores das cidades mineiras.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)
A aposta do estado em convocar a população para o combate tem como base o último resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa), divulgado pelo Ministério da Saúde. Pela pesquisa, Minas Gerais tinha 80 municípios em situação de alerta ou de risco de surto de dengue, chikungunya e zika.

INFLUENZA Minas Gerais também sofreu com a gripe em 2016. Foram registradas 290 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por influenza. A maior parte dos óbitos – 66,5% – foi causada pelo vírus influenza tipo A, o H1N1, o mesmo que provocou o surto de 2009, quando 1.270 afetadas tiveram síndrome respiratória aguda grave (Srag) e 214 morreram. Até então, era o ano com o maior número de mortes pelo vírus.

Para a SES, a alta pode ser justificada pela chegada antecipada do vírus influenza e sua variabilidade genética. Em relação às mortes, o órgão ressalta que a maioria foi de pessoas que tinham comorbidade, ou seja, alguma doença relacionada.

Para impedir o avanço da gripe em 2017, a Secretaria vai continuar com a campanha de rotina de vacinação e campanha de mobilização da população sobre as medidas de prevenção. “É importante destacar que em alguns anos o vírus influenza circula de uma forma mais intensa, já em outros de uma forma mais amena, porém, não para de circular. Assim, reforça-se, que o grupo considerado como prioritário deve anualmente receber a vacina, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde”, alerta a SES.

Entre as principais medidas para evitar a gripe está lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel, cobrir a boca com o antebraço ou lenço de papel quando for tossir ou espirrar (evitando usar as mãos), evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados.

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