Publicidade

Estado de Minas

Samarco confirma tremor no complexo de Germano em Mariana

Mineradora disse que abalo, de baixa magnitude, ocorreu no dia 2, sem que danos em suas barragens e risco de rompimento de reservatórios de rejeito de minério


postado em 10/11/2016 21:50 / atualizado em 11/11/2016 07:41

Um tremor, considerado de baixa magnitude, foi registrado no complexo de Germano, da Samarco, em Mariana, três dias antes de completar um ano da tragédia ambiental consequente do rompimento da Barragem de Fundão, em novembro do ano passado. Por meio de nota, a mineradora confirmou nesta quinta-feira que, no último dia 2, foi registrado o abalo no acelerômetro instalado na área das barragens. 

A mineradora informou que, diante do registro de tremor, foi adotado o protocolo de segurança, com a evacuação dos espaços internos próximos ao ponto do abalo. Depois de uma hora, em que foi realizada a inspeção visual de todas as estruturas, sem que constatasse problemas, os trabalhadores da empresa retomaram normalmente suas atividades.

A informação da ocorrência de abalo tornou-se pública na terça-feira, divulgada pela Rádio Itatiaia. Porém, somente nesta quinta-feira a Samarco confirmou a ocorrência.

A empresa afirmou que as estruturas da área de barragens são checadas em tempo integral e, além do acelerômetro, o monitoramento é feito também por meio de radares, via satélite, piezômetros e inclinômetros.

“Todas as estruturas são monitoradas 24 horas/dia e estão estáveis. Não houve nenhum carreamento de rejeitos em função do tremor”, garantiu a Samarco em seu comunicado.

O rompimento da Barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, resultou em tragédia ambiental, com 19 mortes e dezenas de feridos. O subdistritos de Bento Rodrigues, em Mariana, foi devastado e centenas de pessoas ficaram desabrigadas.

O rejeito de minério que vazou do reservatório chegou à Bacia do Rio Doce, com a poluição chegando à sua foz, no litoral do Espírito Santo.


Publicidade