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Estado de Minas

Pressão de rejeitos da Samarco pode romper barragem da Usina de Candonga

Segundo o Ibama, pelo menos 10 milhões de metros cúbicos de detritos estão pressionando estrutura da hidrelétrica na Zona da Mata mineira. Instituto descobriu também que afluentes do Rio Doce não foram mapeados por mineradora


postado em 15/04/2016 21:08 / atualizado em 15/04/2016 22:40

Um muro de 16 metros formado por rejeitos de minério da Barragem de Fundão, que se rompeu em novembro do ano passado em Mariana, na Região Central de Minas, se formou junto à parede da barragem da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, também conhecida como Candonga, que pode se romper por causa da pressão. Foi o que indicou levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Segundo o Ibama, a força dos rejeitos sólidos sobre a parede da usina é grande e oferece risco. Pelo menos 10 milhões de metros cúbicos de material estão forçando a estrutura da usina, que fica no município de Santa Cruz do Escavado, Zona da Mata mineira.

Por determinação do Ibama, o material já está sendo retirado pela Mineradora Samarco, dona da barragem que se rompeu. O período de estiagem contribui para o serviço, segundo o instituto. Ainda de acordo com o Ibama, se não fosse a usina o estrago provocado pela lama seria muito maior abaixo da barragem da hidrelétrica, onde ficou retida grande parte do material sólido. Depois da hidrelétrica, o estrago ocorreu apenas na calha do rio. Antes, a lama invadiu as margens e há necessidade de reflorestamento da mata ciliar.

O Ibama havia solicitado à Samarco um levantamento do impacto nos afluentes do Rio Doce, atingido pela lama da Barragem de Fundão. A mineradora relacionou 68 afluentes impactados, mas um novo levantamento do instituto verificou que pelo menos 15 outros cursos d'água ficaram fora da contagem e deverão ser incluídos na lista. O relatório do Ibama ainda não foi concluído e deve ser apresentado à mineradora em reunião marcada para a próxima quarta-feira.


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