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Estado de Minas

MPES recomenda que população não use água captada do Rio Doce

Ministério Público do Espírito Santo entrou com ação de busca e apreensão dos laudos que atestam a qualidade da água em Colatina e aguarda o resultado das análises dos documentos para decidir se proíbe a captação. Exército permanecerá no ES mais uma semana até anormalização no fornecimento de água


postado em 27/11/2015 17:51 / atualizado em 27/11/2015 18:55

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Colatina, orienta a população, agricultores e industriais a não utilizarem de nenhuma forma a água captada do Rio Doce.

O MPES informa que aguarda o resultado das análises dos laudos enviados pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), do Município de Colatina, para decidir se proíbe ou não a captação de água do Rio Doce, que voltou a ser feita esta semana. Os municípios de Baixo Guandu e Linhares decidiram utilizar a captação de outros cursos d’água.

(foto: Agência Brasil)
(foto: Agência Brasil)

EXÉRCITO Buscando trabalhar com uma margem de segurança até a normalização no fornecimento de água, especialmente no município de Colatina, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, solicitou nesta sexta-feira, ao comandante Militar do Leste (CML), do Exército Brasileiro, general Fernando Azevedo e Silva, a permanência das forças militares no Estado. O pleito foi atendido, segundo a assessoria do governo do ES, e o Exército permanecerá em solo capixaba por mais uma semana, até a próxima sexta-feira.

Desde o último dia 15, o Exército Brasileiro está atuando com atividades humanitárias no estado, principalmente na coordenação da distribuição de água tratada nos municípios capixabas cortados pela Bacia Hidrográfica do Rio Doce e atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 5 de novembro.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia, destacou que, além da permanência do Exército na cidade, o efetivo da Polícia Militar receberá um aumento no reforço presente no município. "Continuaremos trabalhando em conjunto para garantir a tranquilidade em Colatina. Com o retorno do abastecimento local, acreditamos que a população consiga retornar à rotina ainda na próxima semana", finalizou.

ÁGUA EM COLATINA Nesta sexta-feira, a Prefeitura de Colatina publicou vídeo em sua página no facebook, com depoimento do coordenador da Vigilância Sanitária do município, Venício Padilha, tranquilizando a população quanto à possibilidade de uso da água tratada e fornecida pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) para manipulação dos alimentos. Segundo ele, houve um malentendido, que confundiu a população. Ele afirma que não é aconselhado o uso de água de fontes alternativas, como poços, por não ser tratada, mas garante que a água fornecida pelo Sanear está em condições de uso para manipulação de alimentos.

Desde que foram retomados a captação e o tratamento de água do Rio Doce em Colatina, que o abastecimento vem gerando dúvidas e causando polêmica. A prefeitura informou a volta da captação de água nesse domingo, com início do abastecimento na segunda, garantindo que testes já teriam apontado a possibilidade de uso da água. Na terça, no entanto, o abastecimento voltou a ser interrompido, sendo retomado na quarta. Mas continua a suscitar dúvidas.

Ao liberar a captação de água, na segunda, a prefeitura informou que a coleta da água tratada com o produto Tanfloc foi feita na Estação de Tratamento de Água II e que o laudo apresentou alterações nos níveis de manganês, porém, dentro do aceitável pela legislação. Pela Portaria 2914/2011, do Ministério da Saúde, as concentrações de ferro e manganês não podem ultrapassar 2,4 mg/L e 0,4 mg/L, respectivamente. E, no caso, o parâmetro manganês total apresentou concentração de 0,147 mg/L, segundo análise do laboratório Tommasi Analítica, de Vitória.

Mesmo com a divulgação em torno do resultado, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou com uma ação de busca e apreensão dos laudos que atestam a qualidade da água e técnicos estudam os documentos com o objetivo de checar se, de fato, a água pode continuar sendo captada do Rio Doce.

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