
“Deus está em todo lugar, portanto, não importa se estou no interior ou fora da igreja. Mas foi a primeira vez que comunguei aqui, antes da porta principal”, disse o funcionário público aposentado Augusto Machado. Ele disse que vai quase diariamente à basílica e tem muito fé em Nossa Senhora de Lourdes. Ao receber a comunhão das mãos da ministra da eucaristia Glamice Abreu Bandeira, a artista plástica Antonieta Pereira de Paula ressaltou que o momento era muito bonito. “Não tem problema se não consegui ficar lá dentro”, afirmou com um sorriso.
Dom Walmor destacou a história da arquidiocese e a importância de ajudar o próximo: “É muito bom e desafiador servir. Nos 11 anos em que sou arcebispo de BH, vejo que o fundamental é não desistir de ser cada vez mais missionário, conservar tudo o que temos e oferecer novidades”. A respeito do Dia Mundial dos Enfermos, ele lembrou que consolar os doentes e os mais pobre é chegar perto do coração de Deus.
HISTÓRIA
A ideia da criação do bispado de BH surgiu em 1914 com a crescente importância política da cidade e seu desenvolvimento econômico. Atendendo ao desejo da população, o então arcebispo de Mariana, dom Silvério Gomes Pimenta, aceitou dirigir o movimento para a criação do novo bispado. Segundo a Cúria, em 1919, uma comissão foi nomeada por dom Silvério para cuidar do processo. Na última sessão, foi lido um documento assinado pelo monsenhor F. Cortesi, auditor da Nunciatura (representante no país do Vaticano), avisando que as bulas para a implantação do bispado já tinham sido expedidas.
A diocese de BH foi criada em 11 de fevereiro de 1921 pelo papa Bento XV. Em 1º de fevereiro de 1924, o papa Pio XI elevou BH à categoria de arquidiocese e seu bispo a arcebispo.
