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Estado de Minas

Várzea das Flores pode ser interditada no carnaval

A represa está operando apenas com 30% da capacidade. Copasa teme muita poluição e risco de afogamentos no carnaval, por isso vai sugerir às prefeituras de Betim e Contagem o fechamento


postado em 05/02/2015 09:47 / atualizado em 05/02/2015 10:56

(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

A represa de Várzea das Flores, área de lazer na Grande BH, pode ser interditada durante o carnaval 2015 por causa da crise hídrica. A proposta será apresentada pela Copasa à força-tarefa do governo responsável por gerir o abastecimento de água em Minas. A reunião entre as autoridades pode acontecer nesta quinta-feira, no entorno da lagoa.

De acordo com diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomáz Perilli, a Várzea das Flores recebe cerca de 10 mil pessoas durante a folia e a companhia teme que, além da poluição da água, o risco de afogamentos aumente. “Nós vamos ter uma reunião com a Defesa Civil, com o gabinete militar do governo, com os Bombeiros, com os prefeitos de Betim e Contagem. Se for o caso é interditar mesmo, fechar para o carnaval. É uma possibilidade, mas que nós vamos estudar hoje” explica Perilli.

“A preocupação da Copasa é enorme porque o reservatório lá está só com 30% do volume. Isso aumenta o risco de afogamento, aumenta o risco da poluição. Nós vamos levar essa proposta e vamos conversar isso hoje com o governo”, finaliza.

Várzea das Flores é um dos mananciais que abastece a região metropolitana e assim como outros reservatórios, enfrenta baixa vazão neste início de ano – resultado do período de seca prolongada.

CAÇAGOSTAS A Copasa lançou nesta quinta-feira, o programa CaçaGotas com objetivo de combater os vazamentos, um dos vilões do desperdícios em Minas Gerais. As perdas – com vazamentos e ligações clandestinas - chegam a 40% da água tratada.

Somente em 2014, Belo Horizonte registrou 96 mil “escapes de água”. No mesmo ano, a Copasa identificou 1.044 "gatos", uma média de 20 irregularidades identificadas a cada semana.

A companhia está colocando 40 equipes nas ruas para atender a 12 distritos da Grande BH na tentativa de reduzir o tempo médio de supressão de vazamento de nove para quatro horas. A diminuição das perdas de água não é necessariamente a resolução do problema de cada vazamento, mas evita o desperdício imediato do recurso.

(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)

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