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Estado de Minas

Copa do Mundo muda a rotina dos moradores da Pampulha

Algumas até fazem estoque de comida, com receio de não conseguirem chegar ao supermercado ou restaurante mais próximo


postado em 20/06/2014 06:00 / atualizado em 20/06/2014 07:26

Moradores do entorno reclamam de trânsito intenso em dias de jogos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 14/6/14)
Moradores do entorno reclamam de trânsito intenso em dias de jogos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 14/6/14)


A Copa do Mundo mudou a rotina de Belo Horizonte, especialmente de quem mora nas cercanias do Mineirão, na Pampulha. Em dia de jogo, o trânsito complicado faz com que muitas pessoas evitem sair de casa para não enfrentar engarrafamento. Algumas até fazem estoque de comida, com receio de não conseguirem chegar ao supermercado ou restaurante mais próximo. Ante o risco de conflitos entre policiais e manifestantes em passeatas, um condomínio próximo à esquina das avenidas Antônio Carlos e Abrahão Caram – ponto onde se iniciou a maioria dos confrontos de junho de 2013 – distribuiu recomendações de medidas de segurança para seus residentes.

O engenheiro Claude Mines, de 62 anos, mora no Bairro São Luís, vizinho ao Mineirão. No sábado, quando milhares de colombianos foram ao estádio para ver a seleção pátria vencer a Grécia por 3 a 0, Claude não saiu de casa. “Fiquei recluso, para não pegar confusão de trânsito, ficar agarrado”, conta. Precavido, ele fez uma reserva de comida, não apenas para não ter que enfrentar engarrafamentos. Também temia que uma manifestação deixasse a região ainda mais conturbada. “Como foi recomendado pela PM aos moradores, fiz uma estocagem para o caso de haver muita bagunça e não ter o que comer. Comprei mais carne, leite, pão”, disse ele, que é vice-presidente da Associação dos Moradores dos Bairros São Luís e São José.

A partida de sábado não deixou o empresário Lesley Scarioli, de 72, encontrar a namorada. Ela saiu de casa, no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul, por volta das 10h, mas não conseguiu chegar à Pampulha. “Ficou presa em um engarrafamento na Avenida Alfredo Camarate e voltou para casa”, relata. “Em dia de jogo, o trânsito fica muito congestionado. A quantidade de carros te impede de sair de casa, mesmo que seja mais cedo. Fica inviável. Em dia de Brasil, então, vai ser uma loucura”, acrescenta.

POLICIAMENTO
Apesar dos transtornos, Lesley diz que não se deparou com problemas habituais em dias de jogos de clubes locais no Mineirão, como sujeira nas ruas e torcedores urinando diante das casas. “O policiamento está muito grande. A PM está fazendo um bom trabalho, protegendo as casas e os moradores. Seria bom se fosse assim em todo campeonato”, elogia.

A menos de um quarteirão da Antônio Carlos, quase em frente ao portão 1 do câmpus Pampulha da UFMG, moradores de um condomínio residencial receberam uma lista com recomendações de segurança durante a Copa. O medo de novas manifestações na Antônio Carlos, a poucos metros do condomínio, foi a principal razão para as medidas. “No ano passado, fomos pegos de surpresa. Não imaginávamos que haveria aqueles vandalismo. Em meio aos confrontos com a polícia, dezenas de manifestantes correram para o condomínio pedindo socorro, querendo entrar”, lembra uma das subsíndicas, a dona de casa Deusimar Gomes de Almeida, de 42. “Agora quisemos nos preparar.”


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