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Estado de Minas

Investigadores buscam envolvidos em invasões a shoppings de Belo Horizonte

Usando imagens de circuitos de vigilância dos centros de compras e vasculhando redes sociais, investigadores buscam envolvidos em três investidas convocadas pela internet


postado em 27/08/2013 06:00 / atualizado em 27/08/2013 11:03

Em estacionamento, polícia revista suspeitos de participar do tumulto no Bairro União: experiência servirá para ações preventivas(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Em estacionamento, polícia revista suspeitos de participar do tumulto no Bairro União: experiência servirá para ações preventivas (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)


Jovens envolvidos na onda de arrastões em shoppings de Belo Horizonte estão sendo identificados pela Polícia Civil por imagens do circuito interno das câmeras dos centros de compras e por monitoramento das redes sociais. Hoje deve ser concluído relatório preliminar para definição da linha a ser adotada na prevenção de novos casos e na punição dos envolvidos. Depois de invadir três shoppings em menos de 10 dias, o grupo já planeja nova investida.

No último sábado, centenas de jovens entraram no Minas Shopping, no Bairro União, Região Nordeste, gerando tumulto e quebradeira. Pelos menos duas lojas foram saqueadas. Os envolvidos carregavam um revólver, fogos de artifício e drogas. Seis pessoas foram apreendidas, quatro delas menores de 18 anos. Ontem, as polícias Civil e Militar se reuniram para traçar estratégias para neutralizar as ações do grupo e responsabilizar os envolvidos.

“Com as imagens vamos tentar identificar os envolvidos e estamos monitorando também as redes sociais. Os jovens podem ser indiciados por diversas situações, desde apologia ao crime, passando por ameaça, agressão, furto, roubo, formação de quadrilha e até constituição de milícia privada”, alerta o chefe do 1º do Departamento da Polícia Civil de Belo Horizonte, Anderson Alcântara. Segundo ele, a partir de hoje, com relatório do setor de inteligência, as linhas de investigação começam a ser traçadas.

De acordo com o major Cinério Gonçalves Gomes, comandante da 22ª Companhia do 16ª Batalhão da PM, que esteve à frente da operação do Minas Shopping, a maior parte dos envolvidos são crianças e adolescentes, moradores de periferia, mas há também integrantes de bairros de classe média. “Pelo que apuramos até agora, um dos líderes pertence a uma gangue do Bairro Sagrada Família e é menor de idade”, conta. Segundo o Fórum Lafayette, de BH, apenas um jovem continua detido, aguardando audiência.

Prevenção

Enquanto as investigações prosseguem, a Polícia Militar, o Juizado de Menores e a administração do Boulevard Shopping estão elaborando plano de ação para evitar transtornos e reforçar a segurança do empreendimento no sábado, quando há temor de tumulto no centro de compras do Bairro Santa Efigênia, Leste da capital. Como ocorreu nos três últimos episódios, no Minas Shopping e Estação BH, na capital, e Itaú Power, em Contagem, baderneiros estão se mobilizando pelo Facebook.

“Várias medidas serão tomadas para manter a segurança dos clientes, lojistas e funcionários”, informou a administração do Boulevard. O major Cinério informou que está em contato com o batalhão responsável pela Região Leste para trocar experiências que ajudem a organizar a operação no centro de compras. “Como sabíamos da intenção do ataque, nos preparamos para agir no Minas Shopping. Agora queremos melhorar a atuação”, afirma.

Mesmo sem estar no alvo das invasões, outros centros de compras, como o Del Rey, na Região Noroeste, e o Shopping Cidade, no Centro, acionaram a PM e elaboraram medidas de prevenção aos arrastões. “Desde o primeiro ataque, estamos em contato com a polícia. Já temos uma segurança reforçada com 90 vigilantes, 200 câmeras, mas ninguém está preparado para isso, por isso estamos elaborando estratégias preventivas”, afirma a superintendente do Shopping Cidade, Luciane Starling. Atenção redobrada também nos shoppings invadidos anteriormente, que mantêm esquema máximo de segurança.

Memória

Ataques em sequência

Em um intervalo de 10 dias, três centros de compras foram invadidos por baderneiros convocados pela internet. No feriado de 15 de agosto, o grupo agiu no Shopping Estação BH, em Venda Nova. Dois jovens maiores de 18 anos teriam simulado uma briga dentro do centro de compras para criar tumulto e ambiente para outros envolvidos saquearem lojas. Dois dias depois, o Itaú Power Shopping, no Bairro Eldorado, em Contagem, foi o alvo das investidas. O último ataque, no sábado, foi no Minas Shopping, no Bairro União, na Região Nordeste de BH.

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