Publicidade

Estado de Minas

Máquina é instalada, mas Lagoa da Pampulha só será limpa em setembro

Por enquanto, equipamento que faz a dragagem da lagoa está operando em fase de testes


postado em 04/08/2013 00:12 / atualizado em 04/08/2013 08:01

O prefeito foi conhecer o funcionamento das máquinas que vão retirar sedimentos da represa(foto: Ramon Lisboa/EM/DA PRESS)
O prefeito foi conhecer o funcionamento das máquinas que vão retirar sedimentos da represa (foto: Ramon Lisboa/EM/DA PRESS)
Apesar da instalação das máquinas para desassorear a Lagoa da Pampulha, a retirada dos 800 mil metros cúbicos de sedimentos terá início apenas em cerca de 40 dias. Os equipamentos estão funcionando ainda em fase de testes, mas, mesmo assim, o prefeito Marcio Lacerda assegura que a dragagem será concluída em oito meses, em abril do ano que vem. No entanto, em visita ontem às obras na lagoa, o prefeito ressaltou que o desassoreamento não garante a despoluição da Pampulha. Enquanto isso, as cianobactérias – algas capazes de produzir toxinas, comuns em ambientes poluídos – se espalham pelo espelho d’água, tomado pela camada verde e malcheirosa.


“O fator crítico é o desassoreamento, mas ele pode ser feito e, mesmo assim, a lagoa continuar poluída. Para que isso não ocorra, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) precisa concluir os trabalhos de interceptação de esgoto”, afirmou Lacerda. A previsão é que até fevereiro 95% do esgoto da lagoa seja recolhido, de acordo com o chefe do Executivo. “Estamos procurando os moradores que ainda não fizeram a ligação com a rede de esgoto”, disse.

O esgoto lançado na Pampulha pode interferir na despoluição que a prefeitura vai fazer nas águas da represa. “Não é recomendável fazer o tratamento antes da captação quase total do esgoto”, apontou. A previsão é de que, em ainda este mês, a PBH anuncie a empresa escolhida para melhorar a qualidade da água da lagoa. Mais de 20 interessados apresentaram propostas e o método que será usado na limpeza ainda não foi definido.

Recursos do BB

Os serviços de limpeza e desassoreamento da Pampulha serão bancados com financiamento de US$ 75 milhões do Banco do Brasil. “Estamos esperando assinar o contrato do financiamento nos próximos 30 dias, pois falta passar por uma etapa no Senado. Começamos as obras com recursos próprios”, afirmou o prefeito. O desassoreamento está orçado em R$ 108 milhões e prevê que a Lagoa da Pampulha tenha profundidade mínima de 1,5 metro em toda a sua extensão. Já o tratamento está orçado em R$ 30 milhões.

Enquanto isso...
...observação de aves...


Um braço da Lagoa da Pampulha pode se transformar num parque voltado para a observação de aves. Na próxima semana, técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte vão se reunir para discutir a destinação da Enseada do Zoológico, parte assoreada do espelho d’água. “Estamos pensando em fazer daqui um parque com muitas árvores frutíferas, que atraiam pássaros, lago, uma colina no meio para observação, passagens de madeira. Já temos um anteprojeto”, disse o prefeito, ontem, durante visita às obras de desassoreamento da represa. Segundo Lacerda, a intenção é tornar essa parte assoreada numa área verde de aproximadamente 200 mil metros quadrados, cerca de 70% do tamanho do vizinho Parque Ecológico da Pampulha.


Publicidade