
Pai e filho chegavam em casa, quando o bandido anunciou o assalto. O homem queria o Honda Civic da família. O pai conta que já havia retirado o menino da cadeirinha no banco de trás e segurava a criança no braço esquerdo, quando o assaltante atirou pelas costas. A bala atravessou seu ombro e foi parar no tórax da criança. Segundo relato do comerciante, que ainda está usando tipoia depois de se submeter a cirurgia, ele não reagiu em nenhum momento: “Entreguei a chave para ele, pedi calma, mas ele foi frio e atirou no João, meu menino. Depois, atirou na minha clavícula e deu outro tiro no chão. Quando passei o menino para minha mulher e corri atrás dele, ele ainda me deu um tiro na perna.”
Na semana que vem, o delegado encarregado do caso, Wesley Geraldo Campos, deve apresentar à imprensa o acusado, que está preso desde o dia 24, depois da divulgação de um retrato falado, e já foi reconhecido por outras três testemunhas, presentes num bar na hora do crime. Ele aguardou quase 15 dias depois da ocorrência para ouvir os pais do garoto, especialmente Sandro, convalescente de cirurgia. Ontem, o delegado providenciou as últimas diligências para checar o álibi alegado pelo suspeito e tirar a prova da existência de um cúmplice que o teria ajudado na fuga.
