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Estado de Minas

Ao reconhecer suspeito de matar menino de 2 anos, mãe da vítima clama por justiça


postado em 13/07/2013 06:00 / atualizado em 13/07/2013 07:12

Polícia fez retrato falado do acusado, que foi filmado por câmera logo depois da tentativa de assalto(foto: Polícia Civil / Divulgação)
Polícia fez retrato falado do acusado, que foi filmado por câmera logo depois da tentativa de assalto (foto: Polícia Civil / Divulgação)
“Quero que todos vejam a cara do monstro”, desabafou a dona de casa Maris Cotta, de 42 anos, revoltada depois de ficar ontem de frente para o suspeito de matar o filho dela, João Pedro Avelar Cotta, de 2 anos, em tentativa de assalto à casa da família em 15 de junho, no Bairro Inconfidentes, em Contagem, na Grande BH. O garoto serviu de escudo para salvar a vida do pai, o comerciante Sandro Magno Costa, de 47. “Apesar de se dizer inocente, tenho 100% de certeza de que foi ele. Está negando o crime porque é um ser sem luz, sem nenhum amor, uma pessoa fria, conforme já demonstrou no dia do assalto”, disse.


Pai e filho chegavam em casa, quando o bandido anunciou o assalto. O homem queria o Honda Civic da família. O pai conta que já havia retirado o menino da cadeirinha no banco de trás e segurava a criança no braço esquerdo, quando o assaltante atirou pelas costas. A bala atravessou seu ombro e foi parar no tórax da criança. Segundo relato do comerciante, que ainda está usando tipoia depois de se submeter a cirurgia, ele não reagiu em nenhum momento: “Entreguei a chave para ele, pedi calma, mas ele foi frio e atirou no João, meu menino. Depois, atirou na minha clavícula e deu outro tiro no chão. Quando passei o menino para minha mulher e corri atrás dele, ele ainda me deu um tiro na perna.”

Segundo Maris, sua filha, de 6 anos, está inconsolável com a perda do irmão. “Já contei a ela sobre a morte, disse que João Pedro foi para o céu, mas a ficha ainda não caiu. Ela chama pelo irmão e pergunta quando ele vai voltar”, revela. Ela conta ter engravidado com dificuldade, aos 40 anos, com a intenção de dar uma companhia para a filha. “Deus me deu o João Pedro. Deu não, emprestou por apenas dois anos e depois levou de volta. Ele era um menino maravilhoso e veio aqui com a missão de salvar a vida do pai dele”, acredita ela, exigindo justiça. “Quero que ele fique na cadeia e que os juízes façam com ele o que não posso fazer com as próprias mãos”, defende.

Na semana que vem, o delegado encarregado do caso, Wesley Geraldo Campos, deve apresentar à imprensa o acusado, que está preso desde o dia 24, depois da divulgação de um retrato falado, e já foi reconhecido por outras três testemunhas, presentes num bar na hora do crime. Ele aguardou quase 15 dias depois da ocorrência para ouvir os pais do garoto, especialmente Sandro, convalescente de cirurgia. Ontem, o delegado providenciou as últimas diligências para checar o álibi alegado pelo suspeito e tirar a prova da existência de um cúmplice que o teria ajudado na fuga.


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