A Polícia Militar de Minas Gerais divulgou nesta quinta-feira uma carta dos Comandantes-Gerais das Polícias Brasil em que a corporação contrapõe críticas feitas às ações militares durante as manifestações que se espalharam pelo pais. Em Minas Gerais, a corporação negou excessos, abriu diálogos com os manifestantes, mas se preparou para confrontos principalmente nos protestos na Avenida Presidente Antônio Carlos, perto do estádio Mineirão.
Na carta, a corporação considera a legitimidade dos movimentos cidadãos, mas aponta o vandalismo infiltrado como o um prolema. “o Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG-PM/CBM) entende serem legítimos os movimentos pacíficos deflagrados pela sociedade civil brasileira, os quais denotam o verdadeiro espírito de civismo e participação popular com vistas às melhorias que beneficiem o coletivo. (…) Paralelamente ao movimento que contemplou a cidadania, ocorreram inserções de grupos anárquicos visando à eclosão de atos delituosos e de puro vandalismo. Essas ações isoladas e promovidas por minorias significativas infiltradas aos manifestantes necessitavam e receberam tratamento com as ações Policiais Militares adequadas e legais.”
Copa do Mundo de 2014
Para o Conselho Nacional, a presença da Polícia Militar é imprescindível para garantir a manifestação pública e pacífica, por isso, manifestou a preocupação com a realização da Copa do Mundo e as eleições em 2014: “se não houver investimentos nacionais significativos nas Policiais Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, as ações constatadas no decorrer da Copa das Confederações poderão se repetir e novamente ter repercussões internacionais negativas.
