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Estado de Minas

Mês de queimadas ameaça vegetações em Minas

Julho já é a época do ano com mais registros de incêndios florestais que destróem áreas de proteção


postado em 11/07/2013 06:00 / atualizado em 11/07/2013 06:39


Nos primeiros dias de julho foram registrados 20% dos incêndios florestais ocorridos em 2013 em unidades de conservação estadual ou no entorno dessas áreas. O mês já teve 15 casos, de um total de 75 contabilizados desde janeiro, segundo dados da Diretoria de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, órgão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Até ontem, um deles ainda estava sendo combatido na Área de Proteção Ambiental (APA) Cochá e Gibão, em Januária, no Norte de Minas. O Parque da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de BH, lidera o ranking com 30 ocorrências. Os números tendem a aumentar até outubro, quando se encerra o período crítico.

No ano passado, 559 incêndios atingiram 74,9 mil hectares em unidades estaduais, mais que os 63,3 mil hectares queimados em 2011. A unidade mais prejudicada foi a APA Cochá e Gibão, com 27 mil hectares queimados. Entre os parques, o mais prejudicado foi da Serra do Cabral, em Buenópolis, na Região Central, com 7,2 mil hectares incendiados, somados os da área interna e do entorno. O total de focos de calor, pontos quentes detectados por satélite em áreas vegetais, foi de 1.445 no primeiro semestre de 2012, número superior em 28% aos 1.039 constatados no mesmo período de 2013, que teve um total de 1.177, incluindo os encontrados neste mês.

Desta vez, o período mais complicado, em geral iniciado em maio, foi “adiado”, na avaliação de especialistas. O meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto Climatempo, está otimista. “Este ano, o estado teve chuvas no fim de maio e em junho. Neste mês, tivemos a passagem de frentes frias e o ar está mais úmido. Os incêndios devem se tornar mais frequentes apenas em setembro”, explica. A avaliação é corroborada pelo colega Adelmo Correia, do Centro de Climatologia da PUC Minas. “Como choveu em maio e junho, o período consecutivo de estiagem não foi tão longo. Isso vai ter um impacto na diminuição no número de incêndios”, aponta.

Brigadistas

Apesar dos prognósticos otimistas, a Semad promete contratar seis vezes mais brigadistas do que o contingente do ano passado. Ao total, 246 funcionários devem atuar entre agosto e novembro, contra os 40 que trabalharam no mesmo período de 2012. Eles devem ficar à disposição das 20 unidades consideradas mais críticas. “Não podemos nos basear só na previsão meteorológica para planejar nossas ações”, observa a superintendente de Controle e Emergência Ambiental da secretaria, Ana Carolina Miranda. A Semad renovou o contrato para uso simultâneo de até nove aeronaves air tractor, que podem lançar água sobre chamas e pertencem a uma empresa particular. Até 2011, eram cinco os aviões disponíveis.


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