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Estado de Minas

Homem confessa assassinato da ex-mulher, desaparecida há uma semana na capital

Autor do crime recorreu a um advogado, que acionou a polícia apresentando a confissão do cliente desaparecido


postado em 25/03/2013 23:45

O mistério sobre o desaparecimento de uma mulher de 25 anos, vista pela última vez na quarta-feira passada depois de participar de uma audiência de separação em Belo Horizonte, foi esclarecido nesta segunda-feira. Ela foi morta pelo ex-marido, um homem de 35 anos, que confessou o crime. O corpo de Poliana Araújo Monteiro foi localizado depois que um advogado procurou a polícia para revelar o crime cometido pelo seu cliente. O autor do homicídio, Manoel Messias de Jesus Santos, segue desaparecido.

Depois de ser contatada pelo advogado, a polícia seguiu para o local indicado pelo assassino onde havia deixado o corpo. Ele estava em uma estrada de terra às margens da BR-040, no Bairro Jardim Colonial, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, próximo ao trevo de acesso ao município. A perícia constatou que o óbito ocorreu há pelo menos dois dias, mas numa primeira análise não foi possível apontar como a vítima foi morta.

A filha do casal, de um ano e 11 meses, está desaparecida. A suspeita é que a garota esteja com o pai Manoel. O advogado dele acompanhou a localização e remoção do corpo, mas não informou o paradeiro dele. O defensor disse apenas que o cliente vai se entregar. Familiares da vítima disseram à polícia que acreditam que o acusado esteja na casa de parentes em Igaratinga, na Bahia, junto com a criança.

De acordo com a Polícia Civil, o casal que vivia no Bairro São José, Região Noroeste de Belo Horizonte, estava em processo de separação. Eles tiveram um relacionamento conturbado e a Poliana já teria registrado várias ocorrências policiais contra o marido que a ameaçava de morte. Na última quarta-feira, ela saiu de casa para dar andamento ao processo de separação e depois não foi mais vista. Ainda segundo a polícia, familiares dela deram queixa do desaparecimento na sexta-feira, após notarem o sumiço dela e da criança. 

A residência do casal estava toda revirada e tinha manchas de sangue em alguns cômodos. Como Manoel também não foi encontrado, a família da mulher já suspeitava que ele pudesse ter assassinado ela.


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