A polícia tenta localizar os dois homens que mantiveram um bancário e a mulher reféns entre a noite dessa quarta-feira e a manhã desta quinta-feira em Mateus Leme, na Grande BH, em uma tentativa frustrada de extorsão. Dois homens foram presos suspeitos de integrar o grupo criminoso e os investigadores dizem já saber quem são os outros envolvidos no caso.
De acordo com o delegado Vicente Ferreira Guilherme, chefe da Divisão de Operações Especiais, Heriberto Lucas Machado, de 24 anos, e Paulo Fernandes Torquatto, 31, foram autuados em flagrante por extorsão mediante sequestro. Ambos foram detidos quando, supostamente, se dirigiam até o local onde o bancário deveria deixar o dinheiro exigido para libertação da mulher, que estava sob o poder da dupla que rendeu o casal na noite anterior.
O delegado Vicente preferiu não revelar detalhes da atuação da quadrilha. Ele disse apenas que o casal foi abordado por dois homens que o instruiu a não receber visitas, nem mesmo da filha. Pela manhã, o bancário seguiu sozinho até a agência do Banco Santander, no Centro da cidade, onde trabalha. O funcionário iria retirar o dinheiro do cofre que deveria ser deixado em um saco de lixo nas proximidades do estabelecimento.
Ao saber que a ação foi frustrada pela polícia, a dupla que manteve a mulher do bancário refém fugiu mantendo-a sob o poder deles. Ela foi libertada no começo da tarde na rodovia MG-050, perto do Bairro Vianópolis, em Betim. Segundo a polícia, ela não foi ferida pelos criminosos.
Ainda segundo a polícia, os dois homens presos moram em uma favela da Região Centro-Sul da capital e ambos já cumpriram pena por crimes diversos. Heriberto foi condenado por roubo a mão armada, enquanto Paulo foi sentenciado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
Esta foi a segunda vez nesta semana em que a família de um bancário é alvo de sequestro em Minas. Na segunda-feira, uma quadrilha conseguiu roubar mais de R$ 100 mil de uma agência do Banco Bradesco, em Pitangui, no Centro-Oeste mineiro.
A ação da quadrilha é apelidada de “golpe do sapatinho”, modalidade em que funcionários de bancos ou empresas têm parentes sequestrados como forma de obrigá-los a retirar grande quantia de dinheiro. No crime em Pitangui, o gerente do banco, a mulher e o filho foram mantidos reféns desde a noite de domingo. Na manhã seguinte o bancário sacou o valor exigido e entregou aos criminosos, que fugiram em seguida.
