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Estado de Minas

Quadrilha presa em operação é comandada por presidiários da Grande BH

O bando é suspeito de cometer cerca de 20 assassinatos no Barreiro. Os crimes foram ordenados por detentos da penitenciárias Nelson Hungria, Professor Jason Soares Albergaria e Presídio Bicas I. Todos os assassinatos tem relação com tráfico de drogas


postado em 11/07/2012 13:16 / atualizado em 11/07/2012 13:30

(foto: Paulo Filgueiras/EM DA Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM DA Press)

A quadrilha presa na manhã desta quarta-feira durante a Operação Tentáculos da Polícia Civil é suspeita de cometer cerca de 20 assassinatos no Barreiro. Os homicidas eram comandados por detentos da penitenciárias Nelson Hungria, em Contagem, Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas e Presídio Bicas I, nessa mesma cidade.

De acordo com com o delegado Wagner Pinto, a Região do Barreiro registrou 23% dos homicídios de Belo Horizonte, o que corresponde a aproximadamente 100 crimes. Parte desses assassinatos é atribuída aos criminosos presos nessa ação policial. As vilas Formosa e Pinho foram escolhidas para a operação de hoje, por causa da alta criminalidade. Cerca e 100 policiais foram até as comunidades para cumprir 20 mandados de busca e apreensão, além de 16 de prisão.

No fim da operação, a polícia apresentou 18 presos, nove detidos com mandado de prisão, seis que foram buscados nas unidades prisionais para dar explicações e três presos em flagrante com armas e drogas nas vilas. O delegado Hugo Arruda informou que membros da quadrilha eram investigados há alguns meses. Entre os presos há uma mulher, Michele Carolina Lima do Santos, irmã de um traficante. Ela guardava drogas para o bando.


A polícia apreendeu uma balança de precisão, sete tabletes e 25 saquinhos de maconha num balde enterrado em um curral. Investigadores também encontraram uma pedra bruta de crack, papelotes prontos para venda, uma pistola 380 com numeração raspada, uma escopeta com mira telescópica, munição, 19 pinos de cocaína e R$ 4 mil em dinheiro.

Presídios

Segundo os delegados, as ordens para morte vinham de dentro das unidades prisionais. Todos os crimes estão relacionados com o tráfico de drogas. As vítimas eram rivais ou pessoas que deviam para os traficantes. O líder da quadrilha é Wisnei Brawller Pereira da Silva, conhecido como “Torresmo”. Ele está preso na Nelson Hungria por sete homicídios e já foi condenado a 40 anos de cadeia.

 


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