
Nascido no Havaí, de uma mãe branca do Kansas e de um pai negro do Quênia, cuja família criava cabras, o candidato do Partido Democrata passou boa parte da infância na Indonésia, completou os estudos secundários em Honolulu e Chicago. Concluiu sua formação acadêmica em duas universidades de renome nos Estados Unidos. Formou-se em ciências políticas na de Colúmbia, em Nova York, e em direito na de Harvard.
Em 1996, Obama se elegeu para o Senado de Illinois. Em 2000, quando concorreu ao Congresso norte-americano, mas perdeu. Em 2004, conseguiu uma cadeira no Senado dos EUA. Este ano, derrotou a prestigiada ex-primeira dama Hillary Clinton nas prévias democratas, rejeitou-a como vice e, mesmo assim, abriu caminho para a chamada “obamania”.
A campanha democrata cresceu como uma tsunami sobre o candidato republicano, John McCain, aliado do presidente Bush, e se alimentou da crise econômica. Em contrapartida, o sucesso da nova administração está vinculado à capacidade de resolver esse problema.
Obama apresentou-se ao país como alguém que esperava sanar as divisões políticas e raciais. “Em nenhum outro país da Terra a minha história seria possível”, declarou, numa convenção em 2004, referindo-se à sua miscigenação como uma metáfora de seu apelo por unidade.
“Não há uma América liberal e uma América conservadora. Não há uma América negra e uma América branca, uma América latina e uma América asiática – há os Estados Unidos da América”, afirmou.
