Publicidade

Estado de Minas

Macarrão ganha liberdade e vai cumprir restante da pena em casa

Luiz Henrique foi beneficiado com a progressão do regime semiaberto para o aberto. À noite deveria dormir em albergue, mas como a cidade não tem esse tipo de abrigo, ele vai para casa


postado em 02/03/2018 21:21

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, já está em liberdade para cumprir sua pena em regime aberto. Solto na noite
Macarrão está livre de volta ao convívio social(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Macarrão está livre de volta ao convívio social (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
desta sexta-feira do presídio de Pará de Minas, na Região Centro-Oeste de Minas, ele é um dos três principais envolvidos com o sequestro e assassinato da modelo Eliza Samudio, em 2010, a mando do goleiro Bruno Fernandes de Souza, que na época era atleta do Flamengo, e amigo e patrão de Macarrão. 

Em junho próximo completam oito anos que a mulher foi morta pelo ex-policial Marcus Aparecido dos Santos, o Bola, numa trama arquitetada pelo jogador e executada por Luiz Henrique, que foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado, e agora está de volta ao convívio social, depois de cumprir pouco mais da metade da sentença atrás das grades. O motivo do crime foi calar Eliza, que apontava o jogador como pai do filho dela.

Bruno Fernandes, que foi condenado a 22 anos e três meses pelo crime, segue preso em Varginha, Sul de Minas. Ele até conseguiu ser colocado em liberdade por 62 dias, mas voltou para trás das grades. Sua defesa reivindica sua progressão para o regime semiaberto, o qual Luiz Henrique conseguiu em maio de 2016. Mas o Ministério Público já contestou a contagem de tempo apresentada pelo advogado dele na tentativa de conseguir o benefício. 

Marcos Aparecido, também sentenciado a 22 anos pelo crime, cumpre pena em regime fechado na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte. Mas ele já tem outra condenação de 12 anos pela morte de um carcereiro e ainda responde por outro homicídio. Bola foi apontado como o executor de Eliza e também o responsável pela ocultação do cadáver, que não foi encontrado.

Restante de pena será cumplida em casa

Com a soltura de Luiz Henrique Romão, na noite desta sexta-feira do Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, Centro-Oeste de Minas, ele inicia o cumprimento do restante de sua pena em prisão domiciliar. 

O benefício da progressão de regime de semiaberto para o aberto de Macarrão foi confirmado na quinta-feira e a Vara de Execuções Penais de Para de Minas expediu o alvará de soltura. Porém, em consulta ao Setor de Arquivo e Informações Policiais (Setarin), foi constatado que estava em aberto no Rio de Janeiro uma ordem de prisão, e o detento não foi liberado. A defesa dele então constatou que se tratava de um mandado de prisão que já havia sido cumprido e não baixado na Justiça fluminense. 

Um novo alvará de soltura foi emitido no fim da tarde, e a advogada Macarrão, Fabiana Cecília Alves, seguiu à noite para a unidade prisional para o cumprimento da nova ordem judicial. Em novembro de 2013, Macarrão foi condenado a 15 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) da modelo Eliza Samudio, e a três anos em regime aberto pelo sequestro e cárcere privado da mulher e o filho dela. Desde junho de 2016 ele cumpria as condenações no regime semiaberto na unidade prisional de Pará de Minas. Durante o dia, Luiz Henrique trabalha como zelador em uma igreja, porém, dormia na prisão.

Com a mudança de regime, Luiz Henrique passa a cumprir sua pena em casa. No aberto, ele pode ficar solto durante o dia e à noite deveria se recolher num albergue ou abrigo próprio. Como na cidade não tem esse tipo de estabelecimento, todos os dias, até as 19h, ele deverá ir para sua casa, de onde só pode sair a partir das 6h do dia seguinte. Aos sábados, domingos e feriados, Macarrão não pode se ausentar de seu domicílio. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade