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Estado de Minas

Jurada no julgamento do goleiro Bruno é detida com cocaína

Defesa do goleiro condenado diz que se for comprovado tráfico, o julgamento será anulado


postado em 18/04/2013 06:00 / atualizado em 18/04/2013 07:11

Uma integrante do conselho de sentença que condenou o goleiro Bruno Fernandes a 22 anos e três meses de prisão e absolveu a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, foi detida depois de denúncia de tráfico de drogas. Militares do Batalhão Rotam apreenderam seis pinos de cocaína e uma lista de supostos usuários em débito debaixo de uma geladeira do bar em que a mulher trabalhava. Ontem, o advogado Tiago Lenoir, que defende Bruno e Dayanne, afirmou que, se as investigações comprovarem o envolvimento da jurada com atividades criminosas, o julgamento será cancelado. “A nulidade absoluta é declarada de ofício”, explicou.

Segundo o Boletim de Ocorrência nº 2013-1127392, da PM, a operação ocorreu depois da denúncia anônima de que a mulher estaria vendendo a droga no bar, no Bairro Jardim Industrial, em Contagem. O subtenente Marcos Madureira encontrou seis microtubos com cocaína e a lista com nomes presa por fita adesiva debaixo da geladeira.

A mulher foi detida como autora do crime de tráfico de drogas e levada para o plantão da Delegacia Seccional de Contagem para prestar esclarecimentos, mas não foi autuada em flagrante pelo crime. Além das porções da droga, os policiais apreenderam dois aparelhos de telefone celular e R$ 527 em dinheiro.

A ocorrência foi no fim da tarde de  5 de abril, menos de um mês depois do julgamento, realizado de 4 a 8 de março. Lenoir disse que caberá à Polícia Civil e ao Ministério Público apurar o caso. “É uma situação delicada, já que antes de formar o conselho de sentença a juíza pergunta a cada jurado se há algum impedimento para que possa julgar com imparcialidade. Sabemos que houve votação de um quesito que Bruno esteve perto da liberdade por um voto”, lembrou.

Bruno foi condenado a 22 anos e três meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e sequestro e cárcere privado do filho deles, Bruninho. Com mais oito envolvidos, o jogador tramou a vinda de Eliza para Minas, para matá-la. O ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, que seria o executor da morte, será julgado na próxima semana.

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