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Estado de Minas

Polícia Civil orienta família a não falar sobre o caso de execução de Sérgio

A Corregedoria, que preside o inquérito, adotou a tática de não passar nenhum detalhe aos jornalistas para não atrapalhar as investigações


postado em 01/09/2012 15:35 / atualizado em 01/09/2012 15:39

Paulo Filgueiras/EM/DA Press(foto: Familiares do rapaz saíram da corregedoria às pressas)
Paulo Filgueiras/EM/DA Press (foto: Familiares do rapaz saíram da corregedoria às pressas)


O silêncio toma conta das apurações sobre a execução de Sérgio Rosa Sales, primo do ex-goleiro Bruno Fernandes e acusado da suposta morte de Eliza Samudio. A Corregedoria da Polícia Civil, que preside o inquérito, adotou a tática de não passar nenhum detalhe aos jornalistas para não atrapalhar as investigações e por isso orientou a família a não falar com a imprensa.

Ontem foi a vez dos delegados ouvirem duas irmãs de Sérgio na tentativa de identificar informações sobre a vida do jovem que ajudem a descobrir qual é a razão de sua morte. Elas chegaram ao prédio da Corregedoria por volta das 9h30 e foram ouvidas até as 13h, na presença da advogada Adriana Eymar. Na saída, as duas foram embora escoltadas por policiais civis e não quiseram conversar com a imprensa. A representante da família driblou os jornalistas por outra saída e afirmou por telefone que não vai falar sobre o caso.


Já foram ouvidos os pais da vítima e a avó dos primos Sérgio e Bruno, Estela de Souza, que também deu informações sobre a rotina do rapaz. Segundo a Polícia Civil, a Corregedoria só vai se pronunciar quando o inquérito for concluído.

As apurações começaram no Departamento de Investigações de Homicídio e Proteção à Pessoa (DIHPP), mas foram transferidas por conta de um pedido do Ministério Público. A Promotoria de Direitos Humanos achou melhor porque Sérgio teria relatado ameaças e agressões de delegados e investigadores do DIHPP para que envolvesse Bruno no desaparecimento e morte de Eliza Samúdio.

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