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Estado de Minas

Irmãs de Sérgio Rosa Sales prestam depoimento na Corregedoria da Polícia Civil

Elas chegaram ao prédio acompanhadas da advogada da família, Adriana Eymar, por volta das 9h30. A avó e os pais de Sérgio foram ouvidos na quinta-feira.


postado em 31/08/2012 11:46 / atualizado em 31/08/2012 15:18

Uma das irmâs saiu da delegacia acompanhada de uma policial civil(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Uma das irmâs saiu da delegacia acompanhada de uma policial civil (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
 

As irmãs de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, prestam depoimento na manhã desta sexta-feira na Corregedoria da Polícia Civil, no Centro de Belo Horizonte, que investiga o assassinato do rapaz. Elas chegaram ao prédio acompanhadas de uma advogada por volta das 9h30.

Na quinta-feira, a avó de Bruno, que também criou Sérgio, Estela de Souza, e os pais do jovem também foram ouvidos. Dona Estela conversou com o delegado Alexandre Campbell por 20 minutos. O subcorregedor perguntou sobre a rotina do rapaz, testemunha chave que ajudou a polícia a recontar os últimos passos de Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010. Segundo a Polícia Civil, a Corregedoria só vai se pronunciar quando o inquérito for concluído.

A Corregedoria assumiu a investigação do crime na segunda-feira. Em novembro de 2010, Sérgio afirmou à Justiça que seu depoimento na polícia foi influenciado por agressões físicas que teria sofrido dos delegados e investigadores da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Assim, na sexta-feira, o Ministério Público recomendou que outra unidade apurasse o assassinato do primo de Bruno. Também será investigada a suspeita de envolvimento do policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, que apresentou Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Responsável pelo inquérito, o delegado Edson Moreira, então chefe do Departamento de Investigações, diz ter certeza da participação dele na morte da Eliza, embora não tenha conseguido provar. Outros policiais também podem depôr.

O delegado Frederico Abelha conversou com familiares de Sérgio na semana passada. Conforme ele informou à assessoria de imprensa da Polícia Civil, uma mensagem com uma ameaça recebida pelo jovem no celular há aproximadamente dois meses será investigada, mas o delegado negou que Sérgio tenha recebido outras ameaças, embora o advogado Marco Antônio Siqueira, que defendia o rapaz, tenha dito que soube na semana passada, através de amigos de Sérgio, que ele pediu pra que não contassem para a mãe, o pai e o advogado sobre ameaças que ele vinha recebendo nos últimos tempos para não aborrecê-los.

Entenda o caso

Em liberdade há 378 dias, Sérgio, 24 anos, conhecido como Camelo, foi assassinado pela manhã, a poucos metros de casa, no Bairro Minaslândia, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, quando saía para o primeiro dia de trabalho em um serviço de pintura. Testemunhas viram um homem em uma moto vermelha, de capacete rosa, perseguindo o rapaz pelas ruas, com um revólver 38 na mão. Baleado nas costas, Sérgio ainda conseguiu correr por três quarteirões, gritou por socorro e tentou se refugiar no quintal da casa de amigos. Encurralado, foi atingido outras vezes: braço, peito, barriga, mão e rosto. Morreu na hora.

Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese de que Sérgio teria se envolvido em uma briga durante uma partida de futebol, o que teria motivado uma vingança. A polícia também vai investigar se um grupo preso com drogas e armas na tarde desta sexta-feira no Bairro Minaslândia tem participação na morte de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes. A suspeita foi levantada por uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar logo após as prisões.

Outras linhas de investigação seguidas pela polícia são a de queima de arquivo devido ao processo do desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio, a que Sérgio respondia na Justiça com outros sete acusados e envolvimento com o tráfico de drogas. A polícia já teria recebido 20 versões diferentes a respeito do assassinato.

(Com informações de Paula Sarapu)

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