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Estado de Minas

Goleiro Bruno é levado para prestar depoimento em delegacia de Contagem

O atleta saiu da Penitenciária Nelson Hungria às 14h e voltou cerca de 2h depois. O teor do depoimento não foi informado


postado em 22/09/2011 16:37 / atualizado em 22/09/2011 17:16

O goleiro Bruno Fernandes, um dos acusados pelo sumiço e morte de Elisa Samudio, deixou a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, para prestar depoimento em uma delegacia da cidade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o atleta deixou a penitenciária às 14h desta quinta-feira e seguiu para a delegacia de Contagem, de onde retornou às 16h20.

O advogado que defende o atleta, Cláudio Dalledone Júnior, confirmou que Bruno prestou depoimento, mas disse não saber do que se trata. “Eles não quiseram me falar qual o assunto. Acredito ser uma precatória do Rio de Janeiro”, disse o advogado.

A Polícia Civil confirmou que o goleiro foi ouvido pelo Delegado João Lisboa, da 5ª Delegacia de Contagem, através de carta precatória.

O jogador responde um processo naquele Estado, por ameaça, sequestro, cárcere privado e lesão corporal cometidos contra Elisa Samudio, em outubro de 2009. Na ocasião, Eliza estava grávida e procurou a polícia alegando ter sido obrigada a tomar substâncias abortivas.

Relembre o caso

De acordo com o inquérito, Eliza e o bebê, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho de 2010. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta fora dali. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

No processo sobre o desaparecimento e morte de Elisa Samudio, Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, respondem por homicídio triplamente qualificado, mas Sérgio foi beneficiado por um habeas-corpus e responde ao processo em liberdade.

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