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Estado de Minas

E-mails provam que juíza de Esmeraldas mantinha contato com namorada de Bruno


postado em 15/06/2011 17:25

A Corregedoria da Polícia Civil vai analisar uma série de e-mails que comprovam que a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas, manteve contato com Ingrid Oliveira, namorada do goleiro Bruno Fernandes de Souza. Na segunda-feira, a dentista prestou depoimento às comissões de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a tentativa de suborno atribuída à magistrada e o ex-advogado do ex-atleta do Flamengo, Robson Pinheiro. Segundo Ingrid, por R$ 1,5 milhão a juíza e o advogado teriam “oferecido” a soltura do jogador, que cumpre pena na Penitenciária Nelson Hungria acusado da morte da ex-modelo Eliza Samudio.

Nesta quarta-feira, o presidente da comissão de Direitos Humanos da ALMG, o deputado estadual Durval Ângelo, apresentou e-mails que comprovariam a negociação da juíza com Ingrid. O advogado de Starling, Getúlio Barbosa de Queiroz teria dito que as denúncias contra a cliente eram improcedentes e ela nunca teria visto a namorada do goleiro. De acordo com Durval Ângelo, embora a questão do suborno não fique explícita nos e-mails, as mensagens provam que a juíza se dirigiu a Ingrid. Uma das mensagens, segundo o deputado, fala que Robson Pinheiro teria entrado em contato com Bruno. Ingrid escreveu uma mensagem para o namorado, que foi entregue a ele por um de seus advogados. No e-mail, a dentista comenta que tentava arrecadar o dinheiro do suborno com atletas e amigos de Bruno.

Na quarta-feira, o defensor da juíza disse que ela não poderia conceder um habeas corpus para o goleiro. Conforme o presidente da comissão de Direitos Humanos, a juíza tentaria influenciar um magistrado de Brasília para conceder o benefício para Bruno e o dinheiro seria legalizado na forma de honorários para Robson Pinheiro. Conforme o depoimento de Ingrid aos parlamentares, ao visitar o goleiro na Penitenciária Nelson Hungria, ela teria sofrido ameaças ao ser “abordada por uma pessoa que identificou-se como policial, Leandro; tendo mostrado identificação funcional e que a declarante pôde perceber que o mesmo portava uma arma”. Ainda de acordo com Durval Ângelo, entre outras irregularidades, a juíza Maria José Starling teria repassado cheques sem fundo e deixado de pagar cartões de crédito. O deputado pede o afastamento da magistrada e do policial que teria ameaçado Ingrid.

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