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Estado de Minas CRISE

Cresce incerteza sobre rumo do país


postado em 01/10/2019 04:00


Dúvidas quanto ao crescimento, incluindo o comércio, fizeram indicador passar de 110 pontos(foto: Euler Júnior/EM/D.A Press %u2013 18/1/12)
Dúvidas quanto ao crescimento, incluindo o comércio, fizeram indicador passar de 110 pontos (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press %u2013 18/1/12)




O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 2,7 pontos na passagem de agosto para setembro, alcançando 116,9 pontos, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador persiste na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos). O IIE-Br é composto por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação.

“Assim como no mês passado, a alta do Indicador de Incerteza brasileiro em setembro foi motivada majoritariamente por questões externas como a tensão comercial entre EUA (Estados Unidos) e China e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020. Mas, neste mês, fatores internos também contribuíram para a evolução desfavorável do indicador, com destaque para temas como a reforma tributária e a dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia brasileira”, avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em setembro, o componente de Mídia subiu 1,5 ponto, para 115,9 pontos, contribuindo com 1,4 ponto para a média global do índice de incertezas. Já o componente de Expectativa, aumentou 5,8 pontos, para 113,7 pontos, contribuindo com 1,3 ponto para o indicador. A coleta do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 24 do mês de referência.

As incertezas com relação aos rumos da economia, inclusive o desempenho de setores como a indústria e o comércio, também levaram analistas de bancos e corretoras a alteraram levemente a previsão para o IPCA neste ano e em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA, em 2019, passou de alta de 3,44% para elevação de 3,43%. Há um mês, estava em 3,59%. A projeção para o índice em 2020 foi de 3,80% para 3,79%. Quatro semanas atrás, estava em 3,85%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3,50%, respectivamente. Há duas semanas, o Conselho de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,3%. No caso de 2020, está em 3,6%. No último dia 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,11% em agosto. No ano, a taxa acumulada é de 2,54% e, em 12 meses até agosto, de 3,43%.

As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 3,5% em 2019 e 4,5% em 2020.



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