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Estado de Minas

Céu lança disco em BH e chama todo mundo para dançar com ela

Sábado (19), a turnê APKÁ! chega ao Sesc Palladium. Repertório tem inédita de Caetano Veloso e músicas compostas pela cantora. 'Tenho novas histórias para contar', diz ela


postado em 18/10/2019 04:00

(foto: Som Livre/reprodução)
(foto: Som Livre/reprodução)
Não fosse o parto natural de Antonino, seu segundo filho, talvez APKÁ!, quinto álbum de estúdio de Céu, seria diferente. “Foi muito rico para mim. Fiquei muito impressionada com a potência feminina e também com o quanto cirurgiões e o Brasil tolhem a mulher. Somos o segundo país em cesáreas no mundo”, afirma a cantora, de 39 anos.

Não que APKÁ!, que será apresentado neste sábado (19), em show no Sesc Palladium, seja um disco sobre a maternidade. “Há mulheres que ficam tristes no puerpério (fase pós-parto), às vezes entram em depressão. Mas ainda há um lugar nosso, de ligação com o primitivo. Quando vi, de repente tinha um disco novo”, ela conta. O título, uma palavra inventada, veio do próprio Antonino. Apká é a expressão que o menino usa para expressar alegria.

Ocitocina, uma das nove canções que Céu compôs para o álbum, foi o ponto de partida. “Um passeio na livre dimensão/ Desgeografada de demarcação/ Continentada em minhas regras/ Meu corpo meu rolê”, ela canta. O disco começa quase lânguido, com Off (sad siri). Cheia de efeitos, Coreto tem um refrão delicioso, enquanto Forçar o verão é convite para a pista.

Ao contrário de seus álbuns anteriores, APKÁ! foi lançado de surpresa. Já a turnê, iniciada há um mês, apresenta o novo trabalho, mas também recupera a discografia anterior de Céu. “É um show bem dinâmico, quente, bom para dançar”, ela antecipa.

O novo álbum foi produzido pelos mesmos nomes envolvidos com o álbum anterior, Tropix (2016). O francês Hervé Salters, da banda General Elektriks, assumiu os teclados e a coprodução, bem como o baixista Lucas Martins (único músico do disco a integrar a banda da turnê) e Pupillo (o pai de Antonino) na bateria, programações e coprodução. O guitarrista Pedro Sá, que também participou do disco de 2016, consolida o quarteto que acompanha Céu em quase todas as faixas.

CLARIDADE
A sonoridade eletrônica, cheia de batidas quebradas que marcaram Tropix, continua presente. Mas o álbum anterior era mais noturno, enquanto APKÁ! transborda claridade. “É interessante a maneira como o disco reverbera nas pessoas. Sinto que ele é um veículo para expressar o que estou sentindo. Para mim, é mais suave do que Tropix. O importante é que eu tinha novas histórias para contar.”

Céu costuma trazer em seus álbuns versões de antigas canções – rejuvenesceu Concrete jungle (Bob Marley), Rosa menina Rosa (Jorge Benjor), Mil e uma noites de amor (Pepeu Gomes/Baby Consuelo/Fausto Nilo). Agora ela fez diferente. Duas das 11 faixas são de outros autores. Mas foram compostas a pedido dela para o disco.

Make sure your head is above é de Fernando (Dinho) Almeida, da banda goiana Boogarins. Já Pardo – “Nêgo/ Teu rosa é mais rosa que o rosa da mais rosa rosa” – foi um pedido de Céu a Caetano Veloso. “Tive vontade de ganhar uma música inédita dele, o que foi uma ousadia minha”, conta ela, que antecipa a vontade de gravar um álbum exclusivamente de versões.

CÉU
Show sábado (19), às 21h. Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada). Informações: www.ingressorapido.com.br


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