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Estado de Minas

Santa Efigênia, um dos bairros mais antigos de BH, vira obra de arte

Em cartaz a partir de sábado (10), intervenções urbanas foram idealizadas pelo ateliê Espai e executadas pelos artistas Marcelo Drummond, Nydia Negromonte, Roberto Freitas, Ricardo Portilho, Ricardo Bugarelli e Flávia Péret


postado em 09/08/2019 04:00 / atualizado em 06/08/2019 20:36

Circunvizinhaça reúne Roberto Freitas, Nydia Negromonte, Ricardo Portilho, Ricardo Bugarelli e Flávia Péret (foto: Paula Huven/divulgação)
Circunvizinhaça reúne Roberto Freitas, Nydia Negromonte, Ricardo Portilho, Ricardo Bugarelli e Flávia Péret (foto: Paula Huven/divulgação)

Resgatar hábitos, episódios históricos e peculiaridades geográficas do Bairro Santa Efigênia, dando a eles novos significados. Essa é a proposta de Circunvizinhança – Crônicas visuais, projeto de intervenção urbana idealizado por artistas plásticos. A ideia é estreitar, por meio da arte, a conexão e o diálogo com moradores e, por extensão, daquela região com a capital mineira. Nydia Negromonte divide a curadoria do projeto com Marcelo Drummond – os dois são gestores do ateliê Espai. Flávia Péret, Ricardo Portilho, Roberto Freitas e Ricardo Burgarelli participam da ação.

No sábado (10), o público vai poder conferir instalações e ações artísticas desenvolvidas pelo grupo, fruto de expedições, pesquisas e entrevistas realizadas no bairro. A primeira iniciativa foi dividir o chamado Baixo Santa Efigênia (fora dos limites da Avenida do Contorno) em cinco rotas, distribuídas aos cinco autores com interesses diversos – das artes visuais e do design à literatura.

“Os resultados dessa pesquisa de campo foram apresentados aos moradores pela primeira vez em maio, na Mostra em diagrama, no Espai. Agora é a vez de transformar o material coletado em obras”, explica Nydia Negromonte. As ruas do Santa Efigênia receberão serigrafias, objetos e instalações. No sábado, serão distribuídas publicações e realizadas ações.

Uma nova cartografia surgirá dessa iniciativa inspirada em histórias, pessoas e lugares. “Um mapa servirá de convite para que a comunidade participe das visitas às intervenções. Algumas delas terão os próprios artistas como guias. Vamos editar um guia-cartilha, peça gráfica com crônicas do bairro, registrando a memória textual, documental e imagética do trabalho durante a residência dos cinco artistas”, diz Nydia.

VOCAÇÃO 

O Espai funciona desde 2014 no Santa Efigênia. “O ateliê tem vocação pública, pois oferecemos oficinas, conversas, exposições. Desde que nos instalamos aqui, buscamos pesquisar o bairro, saber da vizinhança. Resolvemos transformar essa ideia em um projeto, o inscrevemos na lei municipal de incentivo à cultura e fomos aprovados”, conta Nydia Negromonte.

Cada participante desenvolve uma tarefa. Nydia, por exemplo, pesquisou as árvores frutíferas no bairro. Já Ricardo Portilho buscou na Tipografia Matias, instalada na região, o arquivo de cartões de visita de um dos tipógrafos mais antigos da capital.

“Pesquisei o acervo da tipografia, com a qual trabalho há alguns anos. Fiz uma abordagem voltada para o acervo de clichês gráficos, imagens e cartões de visita. Baseado nesse acervo, produzi 17 placas que fazem referência aos ofícios que encontrei nos cartões. Peguei o clichê e procurei recontextualizá-lo no espaço urbano”, explica Portilho.

CIRCUNVIZINHANÇA CRÔNICAS VISUAIS
Abertura no sábado (10), das 10h às 17h. Ateliê Espai, Rua Tenente Anastácio de Moura, 683, Santa Efigênia, (31) 2510-5512. A exposição pode ser visitada diariamente, das 14h às 18h, com entrada franca. De domingo (11) a 17 de agosto, visitas guiadas por artistas sairão às 15h do Espai.


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