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'Húmus' leva para o palco bailarinos portadores de deficiência

Comandado pela bailarina Renata Mara, espetáculo valoriza a diversidade. Estreia será na sexta-feira (21), no Grande Teatro do Sesc Palladium


postado em 21/06/2019 04:06

(foto: Acervo pessoal)
(foto: Acervo pessoal)

Dirigido pela bailarina mineira Renata Mara, o espetáculo Húmus retrata a diversidade humana. A estreia ocorrerá nesta sexta-feira (21), em BH. O trabalho é fruto de residência artística do Projeto Diversidança, no qual ela trabalha desde 2006, que reúne grupos de habilidades mistas formados por pessoas portadoras e não portadoras de deficiência.

Além de bailarina, Renata é professora, psicóloga e pesquisadora. O fato de ter baixa visão nunca lhe trouxe problemas para dançar. “Na perspectiva de um olhar para o corpo-matéria, naturalmente veem-se as diferenças. Sob o prisma do que antecede ou transcende a densidade do corpo, flutua o que nos iguala", diz.

Renata tem retinose pigmentar. “Comecei ainda cedo, lá pelos 6 ou 7 anos, ainda na fase de alfabetização. Mas isso não me desmotivou em nada, fui dando curso à minha vida. Comecei a estudar balé clássico e depois dança contemporânea. Minha experiência em dança foi mudando de acordo com perda da visão”, conta.

De acordo com a bailarina, Húmus remete à substância proveniente da decomposição e fermentação da matéria orgânica, que, ao ser colocada na terra, fertiliza-a, protege as plantas e equilibra o solo. "Húmus é a imanência e a transcendência do ser”, afirma.

Ela explica que o espetáculo põe o espectador em contato com a condição humana, marcada pelo eterno ciclo de nascer, morrer e renascer. O processo de criação se baseou no método Dance Ability, criado na década de 1980 pelo norte-americano Alito Alessi. “Ele usa a improvisação de movimento para promover a exploração artística entre pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência em dança”, observa. "Dance Ability vai ao encontro da diversidade, possibilitando variadas formas de compreensão e permitindo a ampliação do conceito hegemônico de beleza.”

O método estimula a escuta atenta do participante tanto em relação a si mesmo quanto ao outro e ao espaço. “O público compartilha a experiência de ser em dança. No caso de Húmus, ela é construída por nove bailarinos improvisadores com habilidades mistas", diz Renata.

HÚMUS
Nesta sexta-feira (21), às 21h. Grande Teatro do Sesc Palladium. Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3270-8100. R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada).



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