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Estado de Minas

Show de Lenine promete ser tributo à arte e uma voz contra a tragédia de Brumadinho

Show de Lenine no Inhotim promete ser também bandeira pelo reerguimento de Brumadinho


postado em 26/04/2019 05:07

O artista relembra o lado afetivo com o museu, a música mineira, e lamenta a tragédia da Vale: %u201CTodos devem se unir para que fatos como esses não mais aconteçam%u201D (foto: PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO %u2013 13/5/17)
O artista relembra o lado afetivo com o museu, a música mineira, e lamenta a tragédia da Vale: %u201CTodos devem se unir para que fatos como esses não mais aconteçam%u201D (foto: PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO %u2013 13/5/17)


De volta a Minas Gerais, o cantor e compositor Lenine se apresenta no sábado (27), às 11h, no Instituto Inhotim, em Brumadinho. O show Lenine em trânsito traz músicas do seu mais recente álbum, Em trânsito, e alguns sucessos de sua carreira. “É preciso mesclar as músicas antigas com as novas. No caso dos antigos sucessos, esta é a hora em que o público quer cantar para o artista. É uma forma de agradecimento, por isso deve ser respeitada”, ressalta o artista pernambucano, que está completando 36 anos de carreira e tem mais de 20 discos gravados.


“Não poderia deixar de aceitar este convite para me apresentar em Brumadinho, um lugar que eu costumo chamar de farol das artes. Não podemos nunca nos calar diante desta barbaridade, destes crimes que ocorreram em Mariana e Brumadinho. Temos de contribuir para a reverberação de nossa indignação, pois Brumadinho e o Instituto (Inhotim) precisam sobreviver. Tudo aconteceu por falta de um critério de regulação. Um lugar tão bonito, acolhedor, que respira arte, assim como todo o seu entorno, onde, infelizmente, jorrou um mar de lama, é tudo muito lamentável”, diz o músico, citando o rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, da Vale, que provocou 232 mortes e 40 desaparecimentos.
Ele aponta a leniência do poder público com a tragédia. “Acredito que todos devem se unir e contribuir de alguma maneira para que fatos como esses não mais aconteçam. Infelizmente, amputaram a cultura mineira. Os governos estão aí, ao mesmo tempo em que não estão nem aí para a regulação. Assim, infelizmente, é preciso que aconteçam crimes como esses para que alguém tome alguma providência, é um absurdo”, lamenta Lenine. “Inhotim, o seu entorno, a região, tudo aquilo é um patrimônio. Sinto-me muito honrado em me apresentar em um lugar como este, que reverbera a arte.”
O músico revela que adora se apresentar em Minas, ressaltando o calor humano do público mineiro e as boas lembranças sobre o museu. “Já estive outras vezes em Inhotim para visitação, mas certa vez me apresentei lá, acompanhado por uma orquestra e foi maravilhoso. A plateia cantou junto comigo, foi inesquecível. Quando isso acontece, creio que é uma coroação passional, algo mágico, assim como é o lugar. Por isso fazemos música com o intuito de tocar a alma das pessoas, o coração delas. Por isso esta empatia, esta interação artista/plateia tão calorosa. Inhotim é um lugar mágico.”
Embora faça mistério sobre o set list, dá ao menos uma pista do que levará ao palco. “Entre as canções antigas, devo cantar Paciência (Lenine/Dudu Falcão), que é a mais pedida pelo público e, vamos dizer, não pode faltar em meus shows. Nessa, as pessoas cantam para mim, passam toda a sua energia, é muito bom”, reconhece Lenine, mas sem revelar o restante do repertório. “Isso é surpresa”, diz. O músico pernambucano conta que tem uma ligação musical direta com Minas. “Confesso que gostava de rock and roll. Tive uma formação musical ainda criança e só vim a retratá-la mais tarde. Bandas como os Beatles e Led Zeppelin me pegaram na adolescência, mas do Clube da Esquina 1 ao 2, Milton foi minha universidade musical”, confessa.
“Reconheço-me neste universo coletivo, pois Bituca me abriu os olhos para grandes músicos, para a minha grande formação musical. O surgimento dele foi mais do que um movimento em torno da música. Resumindo, Milton é Milton, o grande artista que é, e que influenciou tanta gente”, reconhece.

INSPIRAÇÃO Sobre o seu processo de compor, ele conta que procura misturar o dom e a inspiração. “Na verdade, temos um recebimento de uma musicalidade. Como compositor, você recebe uma carga no DNA. Mas também existem a procura, o descobrimento e a conjugação destas duas coisas, que é gerar a criação. Pode ser a partir de uma letra, de uma palavra, de uma base harmônica, não há como explicar”, garante. “Agora, é preciso ter o desapego. Se não achou a música legal, rasgue tudo e comece de novo”, aconselha Lenine.


LENINE EM TRÂNSITO
Sábado (27), às 11h, no Instituto Inhotim,
Rua B, 20, Brumadinho, (31) 3571-9700 /3194-7300.
R$ 44 (inteira) e R$ 22 (meia-entrada).


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