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Estado de Minas MÚSICA

Rogério Delayon solta a voz em seu novo disco, 'Meu tempero'

Conhecido como instrumentista, produtor e arranjador, mineiro canta em três faixas do álbum que será lançado em junho


03/05/2022 04:00 - atualizado 03/05/2022 15:30

Rogério Delayon
Rogério Delayon reuniu velhos e experientes amigos nos singles 'Na mosca' e 'Trupica' (foto: Márcia Charnizon/Divulgação)

O compositor, produtor e multi-instrumentista Rogério Delayon lança o single duplo “Na mosca” e “Trupica” (Quae Music), antecipando duas faixas do álbum “Meu tempero”, que chega em junho. É o primeiro trabalho solo e autoral do elogiado produtor, que agora se assume como cantor.

A história de “Trupica” é até curiosa, conta Delayon. “Trata-se do samba de uma compositora de Betim, chamada Joyce Sotto. Produzi o disco em 2007, mas ela acabou não lançando o álbum, que já estava masterizado e pronto. Precisando de músicas para colocar no meu CD, me lembrei dele. Aproveitei os arranjos que fiz e troquei a voz, retirando a dela e colocando a minha. Então, os arranjos são meus, sou eu tocando violão, mas a base foi gravada em 2007.”

Delayon acrescentou a essa faixa o piano de Jether Garotti Júnior, maestro da Zizi Possi, a bateria de Kuki Stolarsky, que toca com Zeca Baleiro, Funk Como Le Gusta e Karnak, e o baixo de Fernando Nunes, que se apresenta com Zeca Baleiro e acompanhou Cássia Eller.

SUINGUE 

“Estou me arriscando agora como cantor também. Resolvi botar a cara a tapa e cantar uma música legal, suingada, um samba e uma letra muito bacanas”, diz ele, a respeito de "Trupica".

Já o single “Na mosca” traz partes de riffs instrumentais que ele guardou. “De repente, consegui fazer uma música inteira com esses riffs. Quando era pequeno, meu pai usava muito a expressão 'na mosca'. Quando jogava pipoca para cima e pegava com a boca, dizia: 'Na mosca!”. Isso ficou comigo desde a infância, aquela coisa certeira. Resolvi dar esse nome à canção”, conta ele. “O groove é muito bacana, um tema legal.”

Delayon elogia a banda que o acompanha, reunião de amigos conquistados ao longo de sua carreira. “Temos o Ricardo Gomes, um grande baixista e produtor musical de BH, já produziu o Chico Lobo e um monte de gente. O Jelber Oliveira é um tecladista baiano que morou em BH por uns 10 anos e tocou comigo no Omeriah. Gravou o teclado lá da Bahia e me mandou”, revela.

O baterista do single “Na mosca” é Helton Lima. “Heltinho é um cara de uma geração mais nova, talentoso baterista e produtor musical, além de grande cantor. Faz um trabalho lindo com a mulher dele, a Fabi Metzker”, diz Rogério.
 
Ouça Rogério Delayon soltando a voz em 'Trupica':
 
 

Por enquanto, as novas canções não ganharam clipe, mas eles chegarão em breve. “Aliás, vou fazer um clipe agora, mas da primeira música que lancei em 2021, ‘Corra que a polícia vem aí’, instrumental que gravei com ‘Juazeiro’ que o Zeca Baleiro canta comigo”, conta, referindo-se a composições dele e de André Águia, respectivamente.

As duas chegaram a público em agosto do ano passado, “houve um hiato que até ficou meio grande”, segundo ele, mas Delayon está animado. Quer emplacar “Na mosca” e “Trupica” agora, e, em junho, solta o disco cheio, que deve ter 11 ou 12 faixas.

Joyce Sotto, além de “emprestar” a “Trupica” que chegou a gravar para Delayon, comparece no álbum solo do amigo com “Regra 9”, um samba pop.

'Estou me arriscando agora como cantor também. Resolvi botar a cara a tapa e cantar uma música legal, suingada'

Rogério Delayon


MICHAEL JACKSON 

“Toco também ‘Baby be mine’ que Michael Jackson eternizou no disco “Thriller”. Ela é meio lado B, não tocou muito, mas é linda”, antecipa Delayon. “Fiz o arranjo dessa versão instrumental há mais de 20 anos e resolvi gravá-lo agora. Tem pegada meio George Benson”, conta. “Meu tempero” é a faixa de encerramento do disco.

Para viabilizar seu projeto, ele fez parceria com a Quae Music, que vai ajudá-lo na distribuição e divulgação tanto nas plataformas digitais quanto nas diversas mídias. Delayon se increveu em edital buscando recursos para viabilizar também o CD físico e o vinil. “Meu sonho é gravar vinil, porque quando entrei para a vida de estúdio, ele já não existia mais”, comenta.

A era dos singles incomoda um pouco o músico veterano. “Cada mês, o cara lança uma canção e acaba demorando um ano para lançar o disco cheio. Então, estou lançando de duas em duas para fechar o álbum em junho”, diz ele.

O título, “Meu tempero”, vem do fato de Delayon ter 30 anos de carreira. “Ali estará cada pitadinha de som que já fiz, influências de rock, baião, soul, jazz e samba, mas tudo dentro da minha atmosfera, da minha pegada que é voltada para o pop rock.”

Bases e produções foram gravadas ao lado de amigos no estúdio dele. Algumas baterias foram registradas em outros locais. “No final dessa etapa, fiz tudo on-line, com músicos me mandando as gravações pela internet.”

O músico destaca a contribuição de Alessandro Tavares na masterização dos dois singles. “Ele trabalhou no estúdio Gênesis, do Ruy Montenegro, mas hoje só trabalha em casa com mixagem e masterização. É muito competente”, conta.

TOCA DO LEÃO 

Nascido em Ipatinga, Rogério é dono do estúdio Toca do Leão, em Nova Lima. Atualmente, faz parte das bandas de apoio de Zeca Baleiro e Flávio Venturini. Produziu álbuns de Baleiro, Titane, Sérgio Pererê e Selmma Carvalho, entre outros cantores.

Atualmente, produz o tributo ao poeta piauiense Torquato Neto (1944-1972) que está sendo gravado pela cantora mineira Patrícia Ahmaral.

'NA MOSCA + TRUPICA'
(foto: Andrea Pedro/Divulgação )

“NA MOSCA + TRUPICA”

.Single duplo de Rogério Delayon
.Quae Music
.Disponível nas plataformas digitais


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