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Estado de Minas 'BLASFEMATÓRIO'

Artistas mineiros mostram 'conexões improváveis' em cibergaleria

A exposição reúne múltiplas formas de arte, produzida por artistas do Vale do Aço, e estará numa cibergaleria a partir desta quinta-feira (2/12)


01/12/2021 16:45 - atualizado 01/12/2021 17:01

Foto-performance, com corpos em cena, oscilando entre o individual e o múltiplo, entre a pausa e o movimento
Foto-performance, com corpos em cena, oscilando entre o individual e o múltiplo, entre a pausa e o movimento (foto: AVVA Coletivo/Divulgação)
Um novo grupo de artistas visuais residentes no Vale do Aço inicia nesta quinta-feira (2/12) uma exposição com o primeiro conjunto de trabalhos desenvolvidos por eles no ano de 2021, marcado pelas limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus.
 
O AVVA Coletivo é composto por sete artistas, reunindo múltiplas linguagens das artes, como a pintura, ilustração, fotografia, videoarte, performance e todo entrelaçamento que pode se dar entre essas e outras formas de materialização da arte.
 
A exposição, adaptada ao novo normal imposto pela pandemia, surgiu de uma reunião de ideias dos artistas Luciano Botelho, Nilmar Lage, Rita Bordone, Rodrigo Zeferino, Rosane Dias, Wenderson Godoi e Fernanda La Noce.
 
Pássaro de madeira em cima de arvore
As aves invisíveis da La Noce, arte instalada em árvores do Bairro Cariru, em Ipatinga (foto: AVVA Coletivo/Divulgação)
Fernanda La Noce, que mora no Bairro Cariru, em Ipatinga, disse que passou grande parte da fase aguda da pandemia presa em sua gaiola observando pela janela os pássaros livres, do lado de fora, em meio às muitas árvores do entorno de sua casa - ou melhor, da sua gaiola.
 
“Durante essa pandemia eu fiquei muito presa dentro de casa. Aí da janela da minha gaiola, eu comecei a estudar as aves e a fotografar cada uma delas. Essas fotos foram reproduzidas em xerox preto e branco, e em cima da cópia eu fiz o trabalho de arte, que foi recortado e devolvido às arvores”, disse Fernanda La Noce, ao explicar como produziu as suas “aves invisíveis”. 
 

Conexões improváveis

 
As conexões improváveis entre os processos de criação desses artistas surgiram no fim de 2020, dando origem a novas obras construídas em conjunto. O projeto contou com a colaboração do curador, crítico de arte e professor do departamento de Comunicação Social da UFMG, Eduardo de Jesus, responsável pela escrita do texto curatorial da exposição.
 
A iniciativa foi viabilizada por um edital da Lei Aldir Blanc para projetos culturais que se destinassem a produção de exposições virtuais de coletivos de artistas. O edital é financiado pelo governo federal através da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
 
A exposição, intitulada “Blasfematório”, estará em uma cibergaleria no Instagram @avva_coletivo e também no Art Steps, um site de realidade virtual dedicado à exibição remota de trabalhos de arte.
 
Ao acessar o link que está na bio do perfil do coletivo no Instagram, é possível percorrer pela cibergaleria de arte, onde estão expostas duas séries de fotografias, uma foto-instalação e uma obra de videoarte.


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