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Estado de Minas FENÔMENO POP

'Maioridade' é desafio para o bruxinho Harry Potter

Vinte anos após o primeiro filme da franquia, pottermaníacos aguardam o especial sobre a saga, prometido para 2022. J.K. Rowling está fora da festa


24/11/2021 04:00 - atualizado 24/11/2021 07:54

O ator Daniel Radcliffe, no papel de Harry Potter, segura um falcão no filme 'Harry Potter e a pedra filosofal'
Daniel Radcliffe em cena de 'Harry Potter e a pedra filosofal', filme que estreou em 2001 (foto: Warner Bros/divulgação)
Harry Potter é daqueles raros casos em que livros e filmes conseguiram transcender a barreira do sucesso e alcançaram o status de fenômeno. Foram oito longas da franquia principal, dois da saga  “Animais fantásticos”. Sete livros. Uma peça de teatro.

Nas livrarias, as histórias do bruxinho venderam 450 milhões de exemplares em 79 idiomas. Já os longas-metragens arrecadaram US$ 7,74 bilhões de bilheteria, com 12 indicações ao Oscar.

Hoje, 20 anos depois do lançamento do primeiro longa nos cinemas, “Harry Potter e a pedra filosofal”, a franquia ainda tem o potencial de influenciar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo que ajudaram a saga criada por J.K. Rowling a se tornar o que é.

ESPECIAL

Não é à toa que a Warner Bros., estúdio dono do personagem, confirmou o especial que vai reunir os atores que interpretaram Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint), marcado para 2022.

"Sempre fui uma pessoa bem difícil de fazer amizades. Quando comecei a assistir a Harry Potter, percebi que não precisava ficar sozinha"

Beatrys Bernardo Pereira Bello, publicitária

 

Matheus Vale, influenciador digital de Goiânia, não esconde a emoção ao falar sobre o evento. “Não há jeito melhor de começar o ano com o pé direito”, diz. “Sou fã há 16 anos. Quando estreou 'Harry Potter e o cálice de fogo' nos cinemas, eu tinha 9 anos, fui à minha primeira pré-estreia com minha irmã mais velha”, conta Vale, de 25. “Desde então, fui a todas pré-estreias e o fanatismo só aumentou.”

O carinho pela franquia acabou inspirando a profissão de Vale. Hoje, ele tem um perfil no Instagram com mais de 75 mil seguidores. O foco principal é Harry Potter – logo na descrição, Vale se autodenomina “alucinado” pela saga.

“Achei um nicho em que me sinto bem e consigo influenciar pessoas trabalhando com algo que amo desde criança”, diz o goiano.

Alguns fãs dizem que Harry Potter influenciou a forma como veem o mundo. “Ele ajudou a identificar e combater situações de conflito e preconceito, também aprimorou em mim valores familiares e de amizade, me conectando com questões de respeito étnico e social, imprescindíveis em um país como o nosso, tão fragilizado quanto às diversidades”, afirma o carioca Vanderson Vieira Borges, de 33, recepcionista de unidade de saúde e acadêmico de biologia.



Outro aspecto que chama a atenção é o senso de comunidade. Imitando a história de amizade entre Harry, Rony e Hermione, o público que gosta da franquia tende a criar laços. É o caso de Beatrys Bernardo Pereira Bello, de 26, designer e publicitária carioca. Assim como Matheus, a primeira experiência dela no cinema foi “Cálice de fogo”.

“Meu mundo é e sempre será Harry Potter, minha casa sempre será Hogwarts”, garante. “Sempre fui uma pessoa bem difícil de fazer amizades. Quando comecei a assistir a Harry Potter, percebi que não precisava ficar sozinha. Aprendi o significado de amizade. Ron, Hermione e Harry sempre serão meus melhores amigos”, afirma.

VIDA

Dona de perfil no Instagram com foco na saga do bruxinho, Beatrys Bello conta que ele a ajudou a superar a fase difícil. “Falo para todo mundo que devo minha vida ao Harry Potter”, conta. “Tive um período de depressão e ele me ajudou muito. Quando me sinto nervosa, ansiosa ou pra baixo, assisto a algum filme da saga ou leio um livro. Harry Potter me deu força para continuar lutando. Saí da depressão graças a ele”, garante.

Atualmente, a saga do bruxo britânico vive um impasse. Desde o final da franquia com “Harry Potter e as relíquias da morte: Parte 2”, o caminho do “futuro” divide os fãs. “Animais fantásticos”, saga protagonizada por Eddie Redmayne, teve bons resultados com o primeiro longa, mas derrapou no segundo – a presença de Johnny Depp, acusado na época de agredir a ex-mulher, reduziu o alcance da atração.

TRANSFOBIA

J.K. Rowling, a mente por trás desse universo, entrou em polêmicas no Twitter ao fazer declarações consideradas transfóbicas por parte da comunidade LGBT. Diante disso, a Warner Bros. anunciou que a escritora não estará no especial de 2022.

Luan Ferreira está em dúvida sobre os novos rumos da franquia. “Após decisões não condizentes com a história dos livros, tenho pouca esperança de que 'Animais fantásticos' tenha um nível aceitável. Mas a produção de especiais na HBO Max traz esperança de novos conteúdos que façam jus aos livros”, observa.

Por sua vez, Beatrys Bello continua empolgada. “Amo os filmes do 'Animais fantásticos'. Queria muito uma série sobre os fundadores e sobre os Marotos. Harry Potter é um universo muito grande, temos muitas histórias para serem aprofundadas”, garante a publicitária carioca.


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