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Estado de Minas MÚSICA

Filarmônica de MG retoma o fôlego, mas não descarta streaming em 2021

Hoje, a orquestra apresenta a série 'Serenatas de verão', sem o público na Sala Minas Gerais. Maestro Fabio Mechetti diz que agenda vai se adequar à pandemia


28/01/2021 04:00 - atualizado 28/01/2021 07:36

O maestro assistente José Soares vai reger o concerto desta quinta-feira, dedicado a serenatas de Mozart(foto: Rafel Motta/divulgação)
O maestro assistente José Soares vai reger o concerto desta quinta-feira, dedicado a serenatas de Mozart (foto: Rafel Motta/divulgação)
A Orquestra Filarmônica retorna nesta quinta-feira (28/1) à Sala Minas Gerais para dar início à série Serenatas de verão. Os quatro concertos, programados para até 25 de fevereiro, serão transmitidos pelo YouTube, sem a presença do público. E não, não se trata do início da temporada 2021, que começa em 4 de março.

A série, cujo programa abrange obras de Mozart, Dvorák, Brahms e Tchaikovsky, faz parte da mudança da programação de 2020 acarretada pela pandemia da COVID-19. Como em maio os músicos entraram em férias antecipadas, eles retornaram ao trabalho em janeiro.

“Aproveitamos a oportunidade para lançar um produto novo, que caberia melhor em um clima de verão, já que as peças são um pouco mais leves. O ciclo de serenatas, começando por Mozart, mostra como compositores utilizaram uma forma (musical) mais aberta e livre”, comenta o maestro e diretor artístico da Filarmônica, Fabio Mechetti. Ele está em Jacksonville, Flórida (EUA), onde vive com a família.

'Prometemos para todos os assinantes que, caso não possam ir à sala, iremos até a casa deles'

Fabio Mechetti, regente titular da Filarmônica de Minas Gerais



MOZART 

O concerto desta noite, bem como o da próxima quinta-feira (4/2), será regido pelo maestro assistente José Soares. Nesta quinta, serão executadas três peças de Mozart: Serenata nº 11 para instrumentos de sopros em mi bemol maior, K. 375; Pequena serenata noturna, K. 525; e Serenata nº 6 em ré maior, K.239, Noturna. Mechetti prevê seu retorno a Belo Horizonte em 21 de fevereiro, para reger o último programa de serenatas e se preparar para o início da temporada do ano.

Com 57 concertos previstos para o programa de assinaturas (dividido em cinco séries), a Filarmônica adaptou sua programação para o momento da pandemia. A fase inicial das apresentações terá como solistas integrantes da própria orquestra. Além disso, programas previstos até junho reunirão de 45 a 50 músicos, número inferior aos 90 da orquestra.

“São grupos menores, mas não de câmara. A gente sempre pode aumentar, mas não reduzir ainda mais”, explica Mechetti. Toda a programação foi formatada para ser executada com público na sala, mas isso vai depender do andamento da pandemia e dos protocolos sanitários. No entanto, independentemente de qualquer coisa, a Filarmônica retoma seus concertos em março.

Caso não seja possível retornar com o público à Sala Minas Gerais, as transmissões por streaming continuarão. “Prometemos para todos os assinantes que, caso não possam ir à sala, iremos até a casa deles. Além disso, 17 dos 57 programas serão transmitidos gratuitamente ao longo do ano. Dependendo da situação (da pandemia), vamos nos adaptando”, acrescenta o regente.

Até 12 de fevereiro, a Filarmônica vai vender as séries de assinatura (a compra pode ser feita presencialmente, na Sala Minas Gerais, ou por meio do site filarmonica.art.br). Em 2020, foram 3.506 assinantes, número que Mechetti acredita que irá diminuir neste ano.

“Certamente será reduzido, pois muitas pessoas estão preocupadas em retornar. Também não sabemos ainda como será a venda de ingressos avulsos, se estará comprometida ou não (a capacidade da sala caiu para a metade). São realidades com as quais teremos de lidar.”

A despeito disso, Mechetti diz, a pandemia não impactou o grupo de patrocinadores da Filarmônica. “Como conseguimos manter a programação virtual, não só honrando os compromissos, mas mostrando potencial de reinvenção, isso de certa maneira impressionou os patrocinadores.”

Ainda que em número menor, a programação de 2021 destaca como solistas astros da música clássica, como o pianista Arnaldo Cohen (em julho) e o violoncelista Antonio Meneses (em outubro). “Eles são sempre uma presença atual. Ainda não posso ter certeza de todos os solistas de fora do país (que viriam em 2020). No caso dos internacionais, alguns não pude reprogramar por causa da agenda dos artistas. Mas mantive, por exemplo, a Stella Chen. A promessa é que em temporadas futuras continuemos a honrar nossos compromissos”, diz Mechetti. A violista americana, que viria em outubro de 2020, está confirmada para o mesmo mês deste ano.

Diante disso, o maestro promete para a última semana de setembro o concerto não realizado mais esperado da temporada passada. No Ano Beethoven, a Filarmônica não pôde levar para a Sala Minas Gerais a Nona sinfonia. Ela está programada para o mesmo mês, fora do programa de assinaturas.

SERENATAS DE VERÃO
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais faz quatro apresentações ao vivo, diretamente da Sala Minas Gerais. Os concertos ocorrerão nesta quinta-feira (28/1) e em 4, 11 e 25 de fevereiro, às 20h30, com transmissão pelo YouTube (fil.mg/youtube).


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