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Estado de Minas MÚSICA

Roberta Sá faz show com gostinho de estreia em BH

Cantora comemora a volta ao palco, com presença da plateia, no Cine Theatro Brasil Vallourec. Ela se apresenta com banda formada só por mulheres: Samara Líbano, Aline Gonçalves e Geiza Carvalho


27/11/2020 04:00

É com o samba Antes do mundo acabar que Roberta Sá pretende iniciar sua apresentação no Cine Theatro Brasil Vallourec, nesta sexta-feira (27), às 21h. Premonitória, a música escrita por Zélia Duncan e Zeca Baleiro, novidade no repertório da cantora, funciona como uma espécie de norte do espetáculo, batizado Pra nunca se acabar.

Roberta faz o segundo show com público no Cine Theatro, depois da pandemia. Coincidentemente, a primeira apresentação lá foi de Zeca, em 31 de outubro. O evento terá plateia reduzida – 50% da capacidade do espaço – e venda de ingressos para a transmissão on-line.

''O ano foi muito intenso. E é um ano de luto''

Roberta sá, cantora e compositora


EMOÇÃO

Ansiosa para reencontrar o público mineiro, Roberta Sá não vê a hora de pisar no palco novamente. “É o primeiro show que faço com banda em todos esses meses de pandemia. A emoção e a responsabilidade são muito grandes. Estamos fazendo tudo da forma mais segura possível para proteger a equipe e quem estará no teatro”, conta.

Por isso, ela, a banda e a equipe técnica dispensaram o avião. Viajaram do Rio a BH de ônibus. Todos foram testados para a COVID-19.
A história por trás de Pra nunca se acabar remonta ao período da quarentena. Durante o isolamento social, a cantora recebeu convite para participar virtualmente da Semana da Língua Portuguesa de Macau, na China, o que se transformou no registro audiovisual lançado em 6 de novembro, no canal oficial da artista no YouTube.

“Antes da pandemia, tínhamos turnê de oito shows marcada por lá. Quando me convidaram, liguei para a Samara Líbano e para a Aline Gonçalves, instrumentistas com quem já tinha uma grande vontade de trabalhar. No primeiro momento, a gente não tinha ideia do que fazer, mas quando entramos em estúdio, chegamos nas cinco canções que foram para o registro”, conta.

Além de Antes do mundo acabar, Roberta Sá intepreta os sambas
A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha), Janeiros (dela e de Pedro Luís), Samba de um minuto – A novidade (Rodrigo Maranhão) e Nasci pra sonhar e cantar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1982).

Para o show, banda e repertório crescem. Roberta, Aline (flauta e clarinete) e Samara (violão de sete cordas) se unem a Geiza Carvalho (percussão). Também estarão lá músicas marcantes da carreira da artista, além daquelas de seu disco mais recente, Giro, escritas em parceria com Gilberto Gil.

“Nada é mais poderoso do que os espaços que nós, mulheres, ocupamos quando estamos juntas”, comenta Roberta, a respeito de sua banda feminina. “Trocamos nossas experiências e apontamos caminhos umas para as outras. O violão da Samara carrega sensibilidade, generosidade e força, enquanto a Aline tem um som potente e melodioso na flauta e a percussão de Geiza traz da ancestralidade do tambor à influência europeia do vibrafone”, explica.

Trabalhar com instrumentistas mulheres se tornou compromisso, conta. “Sempre tive banda de maioria masculina. Quando imaginava novas formações, também recorria aos homens. Durante a quarentena, comecei a mudar esse olhar. Existem milhares de musicistas no mercado da música que têm muito a oferecer”, afirma.

Outro exercício que Roberta Sá realizou nestes dias em casa foi revisitar a própria carreira em oito lives transmitidas pelo YouTube. Cada um de seus oito álbuns ganhou a devida atenção. “Essa jornada foi muito interessante, porque pude perceber o que quero continuar cantando e o que não cantaria mais. Respeito essa história, faz parte do que eu sou, mas há canções que é preciso deixar para trás”, diz.

FUTURO

Entre a mudança de casa e períodos de estudo e de ócio, ela aproveitou a quarentena para compreender quais serão os próximos passos de sua carreira. “O ano foi muito intenso. E é um ano de luto, com milhares de mortes no mundo todo e esse vírus ainda nos rondando. Como pude ficar em casa, aproveitei para entender o que é possível fazer no futuro em termos de música”, explica Roberta.

Um dos maiores ensinamentos foi a relação com os fãs por meio da internet. “Isso tem que ser levado muito a sério daqui em diante. Tive crescimento bastante expressivo no Instagram e no YouTube. Passei a compreender mais como essa proximidade pode ser estabelecida”, revela.

ROBERTA SÁ
Nesta sexta-feira (27), às 21h, no Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete, Centro). Ingressos presenciais: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Ingressos para a transmissão on-line: R$ 10. Vendas: www.cinetheatrobrasil.com.br


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