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Estado de Minas SÉRIE

Utopia tem vírus, vacina e nerds às voltas com o fim do mundo

Na nova atração da Amazon Prime Video, um grupo de apaixonados por histórias em quadrinhos encontra antigo manuscrito que prevê o apocalipse, em meio a misteriosa epidemia na América Central


30/10/2020 04:00 - atualizado 29/10/2020 23:50

Jessica Rothe interpreta a ecologista Samantha na série criada por Gillian Flynn (foto: AMAZON PRIME VIDEO/DIVULGAÇÃO)
Jessica Rothe interpreta a ecologista Samantha na série criada por Gillian Flynn (foto: AMAZON PRIME VIDEO/DIVULGAÇÃO)
Gillian Flynn como criadora, John Cusack estreando em séries e uma história com um bando de nerds aficionados por quadrinhos. Apelos não faltam a Utopia, que a Amazon Prime Video lança nesta sexta-feira (30). Mas o maior deles, vamos dizer, é a sincronicidade. Um vírus estranho que está causando mortes na América Central, uma autoridade que promete uma vacina salvadora. Essa história é familiar, não?

Pois bem, é esse o mote da produção que, obviamente, não previu a pandemia em curso. Foi coincidência mesmo, para o bem ou para o mal, ainda mais porque Gillian Flynn (a escritora que gerou as celebradas adaptações de Garota exemplar e Objetos cortantes) adaptou a série homônima, criada em 2013 por Dennis Kelly (The third day), no Reino Unido.

HQ 
Aqui, a história começa quando um jovem casal encontra os manuscritos de uma HQ obscura chamada Utopia. Já prevendo os ganhos que poderiam ter com a descoberta, anunciam on-line sua presença em uma convenção de quadrinhos em Chicago. O que não sabiam é que o mito em torno de Utopia era muito maior. Uma verdadeira fauna vai à feira tentar comprar ou dar uma olhadinha no raro exemplar.

Entre eles estão os cinco “heróis” da série. Samantha (Jessica Rothe), ativista do meio ambiente, Ian (Dan Byrd), burocrata nerd, a estudante Becky (Ashleigh LaThrop), o teórico da conspiração Wilson (Desmin Borges) e Grant (Javon Walton), de apenas 13 anos. No meio da turba ainda há dois bandidos psicóticos, que matam e torturam sem dó nem piedade quem já passou os olhos na revista.

O contexto é mais amplo, claro. Utopia só ficou popular no meio nerd porque era apresentada como a sequência de Distopia. A narrativa original, criada por um autor misterioso, acompanhava Jessica Hyde (Sasha Lane) e seu pai cientista, mantidos em cativeiro por um coelho humanoide. A garota escapou e o pai não, sendo forçado a criar agentes biológicos para seu sequestrador.

Isso é quadrinho, certo? Sim e não. O certo é que, no final do primeiro episódio, a própria Jessica Hyde aparece em carne e osso atrás, claro, de Utopia. Se a primeira revista sugeria, através de pistas e símbolos, os surtos de Ebola e Sars, o manuscrito sugere nada menos do que o fim do mundo.

Parece um tanto confuso à primeira vista, mas as histórias vão se encaixando aqui e ali. Há fãs dos quadrinhos pura e simplesmente e há aqueles que querem encontrar os manuscritos para tentar prever o apocalipse.

Com humor, piadinhas engraçadas e personagens absolutamente fora do comum, Utopia requenta velhos temas (bem e mal, jogos de gato e rato) com personagens que são a cara do novo milênio.

CUSACK 
E John Cusack nisso? O ator, queridinho do cinema dos anos 1990 e 2000, faz sua primeira série. Ele encarna Kevin Christie, um bilionário da indústria farmacêutica (aquele tipo que pega a bicicleta para ir ao trabalho e adora o discurso ecologicamente correto). Mas boa gente ele não é totalmente, pois tem intenções duvidosas, para dizer o mínimo, em relação ao controle populacional do mundo.

O personagem, que não existia na versão original da série, graças à interpretação de Cusack garante alguns dos melhores momentos de Utopia.

UTOPIA
.Oito episódios
.Estreia nesta sexta (30), na Amazon Prime Video





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