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Estado de Minas

Com personagens 'de carne e osso', estreia Normal People

Série da BBC virou fenômeno de público exatamente por se apresentar como algo bem próximo da realidade


postado em 16/07/2020 04:00

Marianne Sheridan (Daisy Edgar-Jones) e Connell Waldron (Paul Mescal) interpretam o casal protagonista: personagens 'de carne e osso'(foto: Starzplay/Febre/Divulgação)
Marianne Sheridan (Daisy Edgar-Jones) e Connell Waldron (Paul Mescal) interpretam o casal protagonista: personagens 'de carne e osso' (foto: Starzplay/Febre/Divulgação)
Nada de Netflix, Amazon ou HBO. Uma das séries mais badaladas do mundo em 2020 chega nesta quinta-feira (16) ao mercado brasileiro, mas pelo serviço Starzplay. Normal people, produzida pela BBC, ganhou o status de fenômeno na primeira temporada, exibida entre abril e junho, quando foi acompanhada por 16 milhões de pessoas na TV britânica apenas em sua primeira semana. O número superou a estreia de Killing Eve, em 2018, e se tornou novo recorde da emissora. O motivo de tanto sucesso, em teoria, não é nada além da normalidade em torno dos personagens.

Adaptada do livro de mesmo nome da jovem escritora irlandesa Sally Rooney, de 29 anos, lançado em 2018, a trama é protagonizada pelo casal Marianne Sheridan (Daisy Edgar-Jones) e Connell Waldron (Paul Mescal). Eles se conhecem ainda no ensino médio, na cidade de Sligo, na Irlanda, e têm uma história de amor que se desenrola até o fim da faculdade, entre acertos e desacertos, idas e vindas e muito do que se imagina para personagens dessa faixa etária. Tudo isso contado em 12 episódios de 30 minutos cada, que mostram que o que os une não é lá tão simples, apesar de normal.

Apresentados como figuras opostas, ela rica, e apontada como a esquisita e excluída na escola, ele pobre, mas popular, seus caminhos se cruzam nas diferenças sociais. A mãe solteira de Connell trabalha como diarista na casa da família de Marianne. Depois de contatos iniciais que envolvem um episódio de bullying sofrido por ela, os dois começam um namoro em segredo, e o desenrolar dos fatos, até a universidade, traz cenários ainda mais complexos, mas comuns, para a suposta normalidade da vida dos dois.

Os conflitos em suas trajetórias são gerados por temas sensíveis da contemporaneidade, como depressão e violência doméstica (no caso, o irmão de Marianne, que impõe situações traumáticas para ela), fazendo com que toda a trama encante pela trivialidade dos fatos, com traços do que é possível se chamar de “real”, conforme vem exaltando a crítica internacional. “Uma história de amor que se aproxima tanto das coisas reais que o espectador fica tão apaixonado quanto os próprios amantes”, escreveu Hank Stuever no The Washington Post. Já o inglês The Independent publicou: “Seu grande romance procede por pequenos gestos. É uma façanha impressionante na escrita, ainda mais na adaptação”.

ATUAL A história se passa entre o fim dos anos 2000 e a década atual, período em que a autora, Sally Rooney, também fez o percurso entre a adolescência a vida adulta. Apesar do sucesso meteórico, é possível que essa seja a única temporada de Normal people, conforme declarou o ator Paul Mescal ao Daily Mail. “Eu acredito que a Normal people da primeira temporada é sua própria obra de arte finalizada, e estou confortável com isso. Um segundo ano não está nas cartas neste momento. Mas, se eu ganhar a oportunidade de interpretar Connell outra vez algum dia, seria incrível", disse. A exibição no Brasil será exclusiva da Starzplay, cujo catálogo pode ser acessado mediante assinatura mensal, como os demais serviços de streaming.










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