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Estado de Minas

Documentários revelam um Everest inédito e fascinante

Filmes exibidos nesta terça no National Geographic revelam condições extremas e, às vezes, fatais do ponto mais alto do planeta


postado em 14/07/2020 04:00

(foto: FOTOS: National Geographic/Divulgação )
(foto: FOTOS: National Geographic/Divulgação )

Perdido no Everest mostra o lado desafiador da montanha e como pode resultar em dezenas de mortes de alpinistas por temporada Expedição Everest é considerada %u201Ca expedição científica mais abrangente da história%u201D do monte e reuniu geólogos e biólogos
Perdido no Everest mostra o lado desafiador da montanha e como pode resultar em dezenas de mortes de alpinistas por temporada Expedição Everest é considerada %u201Ca expedição científica mais abrangente da história%u201D do monte e reuniu geólogos e biólogos

Em tempos de isolamento social, a National Geographic possibilitará aos assinantes uma viagem ao ponto mais alto do planeta, com dois documentários originais inéditos exibidos nesta terça-feira (14). Além de imagens em altíssima qualidade, revelando a complexidade e a beleza da natureza locais, os filmes também mostram os perigos e os limites da condição humana ao desafiar o fascinante cenário.

O primeiro deles, às 18h, é Expedição Everest, no qual a National Geographic registrou, entre abril e junho de 2019, aquela que foi considerada “a expedição científica mais abrangente da história no Monte Everest”. Reunindo geólogos, biologistas e outros cientistas da área, a iniciativa, em parceria com a Universidade de Tribhuvan, do Nepal, e o Instituto de Mudanças Climáticas, da Universidade de Maine (EUA), teve como objetivo investigar os impactos do aquecimento global no Himalaia e as consequências disso para a população global.

A expedição, que teve aporte publicitário e tecnológico da mundialmente famosa marca suíça de relógios Rolex, era responsável por instalar a estação meteorológica mais alta do mundo, a 420 metros do ponto culminante da Terra. Com narração do ator Tate Donovan e depoimentos e explicações dos cientistas participantes, o trabalho intenso, feito literalmente dia e noite, é documentado em cenas que mostram os perigos e dificuldades da escalada, com travessias sobre fendas no gelo, e a traiçoeira geleira Khumbu, também detalhada em tomadas aéreas. Nos 40 minutos de filme, chamam atenção as cenas em que biólogos evidenciam a mudança da flora local pelo aumento recente de temperaturas e o impacto da ação humana. Além dos obstáculos naturais, a expedição tem que “driblar” multidões de alpinistas que se amontoam no local, em imagens impressionantes.

Para quem se interessa por esse aspecto mais desafiador do Everest, o documentário exibido na sequência tem como tema justamente as condições extremas e muitas vezes fatais da montanha. As primeiras imagens de Perdido no Everest exibem registros recentes das longas filas de alpinistas sobre o gelo inóspito do Himalaia e como a espera nessas condições resulta em dezenas de mortes por temporada. Em uma das cenas, um corpo é retirado por um helicóptero, enquanto um alpinista comenta que “para os locais, o Everest é um deus. Quando escalamos, estamos pisando na cabeça desses deuses”. Entretanto, trata-se de uma investigação do passado, sobre o mistério envolvendo Andrew "Sandy" Irvine e George Leigh Mallory, que desapareceram em junho de 1924, quando tentavam ser os primeiros a acessar o cume da montanha.

O filme de uma hora de duração é protagonizado pelo alpinista e aventureiro Mark Synnott, junto com o fotógrafo da National Geographic e alpinista Renan Ozturk. Acompanhados por uma equipe, eles sobem o Everest para encontrar o paradeiro e desvendar o que ocorreu com Irvine, já que o corpo de Mallory foi encontrado em 1999, como é mostrado em imagens recuperadas, feitas pelo alpinista e documentarista Tom Pollard, que esteve na expedição naquele ano e filmou o momento em que o cadáver, quase mumificado de Mallory, é encontrado. “Mais do que resolver o mistério sobre o que aconteceu com eles, é resolver o mistério se eles foram os primeiros a chegar no topo da montanha mais alta do mundo”, diz Pollard no documentário.

A chocante cena filmada 20 anos antes é o ponto de partida para a investigação cinematográfica de Synott e Ozturk, que intercalam imagens da década de 1920 com registros incríveis feitos com a tecnologia atual, incluindo o uso de drones, evidenciando como a beleza geológica do local pode ser também mortal. Durante o trabalho, a dupla encontra vários corpos de alpinistas mortos, em locais de acesso quase impossível. Por outro lado, multidões de outros aventureiros enfileiradas na cordilheira também são flagradas pela equipe de filmagem, que, por sua vez, passa por situações de risco, privações e sente na pele (e nos pulmões) os perigos que o personagem buscado pode ter enfrentado há quase 100 anos. A produção rendeu algumas das mais belas imagens recentes do Everest, como a fotografia panorâmica de 360 graus, feita por Ozturk e publicada na revista National Geographic, em 2019.

Para completar o dia dedicado à montanha mais alta do planeta, o National Geographic reexibe também, às 19h30, Pesadelo no Everest. O documentário conta a história das pessoas que ficaram presas no Himalaia após um terremoto que atingiu o Nepal, em abril de 2015.

EXPEDIÇÃO EVEREST E PERDIDO NO EVEREST 
.Exibição nesta terça-feira (14), às 18h e às 18h40
.Canal National Geographic













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