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Estado de Minas

Na quarentena, Eric Nepomuceno não para: da literatura aos curtas

Escritor e tradutor, o jornalista vem lançando vários filmes que envolvem suas obras e promete concluir mais dois livros neste ano


postado em 11/07/2020 04:00

Escritor e tradutor, Eric Nepomuceno vem trabalhando em mais livros e na produção de curtas para as plataformas digitais(foto: ARQUIVO PESSOAL)
Escritor e tradutor, Eric Nepomuceno vem trabalhando em mais livros e na produção de curtas para as plataformas digitais (foto: ARQUIVO PESSOAL)
Depois de 100 dias isolado em Petrópolis (RJ), o jornalista, escritor e tradutor carioca Eric Nepomuceno resolveu respirar novos ares e veio a Minas passar uns dias na fazenda da família da mulher, a escritora mineira Martha Vianna, em Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Literalmente, se desplugou em terras mineiras. “Fui parar num lugar onde não pega e-mail e nem internet. Então, foi muito bom para arejar a cabeça”.

Ele admite que precisava desse refresco. “Desde que aprendi a andar, nunca fiquei 100 dias parado. Isso é coisa de maluco. Tive de sair de casa”, conta. Apesar do passeio, não deixou de retomar as gravações dos curtas que está lançando na internet. “Quem grava comigo é o meu filho, Felipe, cineasta e dono da Nepomuceno Filmes. Voltei ao Rio na quarta (8), onde já estou dando sequência aos trabalhos.”

O escritor lançou no domingo (5) a videocarta Palavras úmidas, curta de 12min com fotografia de Walter Carvalho e trilha sonora de Marcos Rogozinski. “A jovem autora paulistana Aline Bei me mandou um texto dela muito bonito sobre o escritor paulista Raduan Nassar. Eu lhe respondi contando como é o perfil dele e como é a nossa relação de amizade.” Já na segunda-feira (6), houve a estreia da série Fábricas do amor, na qual Eric lê poemas do escritor argentino Juan Gelman (1930-2014), que terá novos episódios de segunda a sexta, às 11h, até 17 de julho.

Neste domingo (12), produzido pela Nepomuceno Filmes, de Tereza Alvarez e do cineasta Felipe Nepomuceno, estreia o curta A pedra queima, de 13min. “Nesse, leio a tradução que fiz para o livro La piedra arde, que o escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) escreveu para os jovens, em 1980.” Eric traduziu quase toda a obra de Galeano. Essa era das que faltavam. “Ele foi um irmão que a vida me deu.” A trilha sonora é do acordeonista gaúcho Bebê Kramer, e as ilustrações do artista Luiz de Horna.

E o trabalho não para. Em 19 de julho, entra em cartaz, também nas plataformas digitais, a videocarta Memórias de resistência, com Eric e o escritor angolano Ondjack. No dia 20, às 11h, ele lerá contos de seu livro Antologia pessoal (editora Record), em 10 episódios, de segunda a sexta-feira, até o fim deste mês. No dia 26, será a vez do curta As livrarias, de seis minutos. Ele gravou o áudio, e o irmão, Guto Nepomuceno, arquiteto, criou os desenhos em aquarelas e as ilustrações.
Capa de A pedra queima, de Eduardo Galeano, cuja tradução ganhou linguagem cinematográfica(foto: REPRODUÇÃO)
Capa de A pedra queima, de Eduardo Galeano, cuja tradução ganhou linguagem cinematográfica (foto: REPRODUÇÃO)

TURBINADO 
Mas Eric não para por aí. “Sigo escrevendo meus artigos para fora do Brasil. Também estou trabalhando em um livro novo. Não paro um minuto, porque, se parar, a angústia se torna algo muito forte. É preciso ter paciência e segurar a onda, porque o negócio está barra-pesada. Estou terminando um livro de não ficção, que estou devendo há cerca de cinco anos. São sete perfis, memórias de pessoas que, de alguma forma, mudaram a minha vida e com as quais eu pude conviver.”

O Seis teclados e um bandoneon representa, além de Eric, o músico Astor Piazzolla (1921-1992) e os escritores Eduardo Galeano, Julio Cortázar (1914-1984), Juan Rulfo (1917-1986), Gabriel García Márquez (1927-2014), Juan Carlos Onetti, escritor uruguaio, e o poeta, jornalista e tradutor argentino Juan Gelman. “Comecei o isolamento tomando esse livro para ver se o entrego o mais rápido possível. Só que, de repente, pintou uma ideia que já estava em minha cabeça há anos, um livro de ficção, no qual mergulhei também.” Eric acredita que finalizará os dois neste ano. (AP)











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