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'Hanna' volta armada, perigosa e acompanhada na nova temporada

No segundo ano da série, que estreia nesta sexta (3), a garota criada pelo pai para se defender sozinha tenta salvar um grupo de meninas treinadas como máquinas mortíferas 


postado em 03/07/2020 04:00 / atualizado em 02/07/2020 20:34

A atriz britânica Esme Creed-Miles desempenha na série o papel da protagonista que foi de Saoirse Ronan no cinema (foto: Fotos: AMAZON PRIME VIDEO/DIVULGAÇÃO )
A atriz britânica Esme Creed-Miles desempenha na série o papel da protagonista que foi de Saoirse Ronan no cinema (foto: Fotos: AMAZON PRIME VIDEO/DIVULGAÇÃO )
Se na primeira temporada, lançada no ano passado, era uma só, agora, na segunda, há um exército de jovens assassinas. Com lançamento nesta sexta-feira (3), na Amazon Prime Video, o segundo ano da série Hanna traz uma história totalmente nova, que se descola do filme original.

Para quem chegou agora, Hanna é uma adolescente criada pelo pai, ex-agente da CIA, nos confins da Finlândia. Longe de tudo e de todos, aprendeu com ele a lutar e a matar. Um dia,  seu cotidiano é quebrado, e Hanna, perseguida, começa a descobrir segredos sobre suas origens.

Basicamente, essa é a sinopse do filme Hanna, que Joe Wright (O destino de uma nação, Orgulho e preconceito) lançou em 2011, com Saoirse Ronan, Cate Blanchett e Eric Bana como protagonistas. O criador da história, o roteirista David Farr, estendeu a narrativa para o formato de série.

Protagonizada na TV pela britânica Esme Creed-Miles, a temporada inicial de Hanna recontava essa história, com alguns acréscimos. “A segunda temporada foi mais fácil, justamente porque é tudo novo. E é onde eu queria chegar quando levei a história para a TV. Minha intenção nunca foi refazer o filme”, afirma David Farr, o criador da produção.

Os novos episódios trazem outros personagens. No final do ano anterior, Hanna descobre que não está sozinha e há outras iguais a ela. Um programa ultrassecreto norte-americano, chamado Utrax, produziu um grupo de jovens mulheres, altamente qualificadas, programadas para matar. 

No comando da unidade secreta, John Carmichael (Dermot Mulroney) e Leo (Anthony Welsh) são os únicos personagens masculinos relevantes na trama
No comando da unidade secreta, John Carmichael (Dermot Mulroney) e Leo (Anthony Welsh) são os únicos personagens masculinos relevantes na trama


PREPARAÇÃO O início da temporada mostra o grupo chegando à instalação The Meadows, na Romênia. Ali, elas continuam sua preparação, enquanto têm um passado (família, namorados, amigos) criado pela equipe do programa. Fotos com os pais, primeiros anos da escola, redes sociais, tudo é forjado.

Como no ano anterior, Hanna se encontra agora no meio da floresta. Tem uma amiga, Clara (Yasmin Monet Prince), que participou dos episódios finais da temporada passada. Assim como foi protegida no passado pelo pai, Hanna se vê como protetora de Clara. Jovem que deveria estar em The Meadows, ela é caçada até ser recapturada. 

No local, Clara conhece outras meninas da mesma idade (todas têm 16 anos) que fazem parte do grupo. Entre elas estão Sandy (Aine Rose Daly), que acredita no programa, e Jules (Gianna Kiehl), cujas ideias políticas podem se confrontar com a proposta da Utrax. The Meadows é comandado por John Carmichael (Dermot Mulroney) e seu braço direito, Leo (Anthony Welsh).

Todos esses personagens são novos na série. Uma figura importante da trama que retorna ao universo é Marissa (Mireille Enos), que, de perseguidora, passou a ser a protetora de Hanna. 

Para não avançar mais, basta dizer que Hanna é uma espécie de Jason Bourne adolescente. E, assim como a franquia de filmes estrelada por Matt Damon, a personagem transita por diferentes cenários da Europa para fugir do destino imposto por um programa do qual ela não pediu para fazer parte. Só que, diferentemente do solitário superagente Bourne, Hanna tem outras companheiras na mesma situação para salvar.

Influência “Na primeira temporada, Hanna não sabia quem era, soube quase que acidentalmente. O que faço agora? Quem eu quero ser? Uma máquina de matar? A personagem tem questões existenciais”, diz Farr, que admite ser “totalmente influenciado por Bourne”.

O roteirista comenta que criou Hanna no final da década de 2010 por causa de suas duas filhas. “Elas eram bem pequenas e o que havia para ver era Mary Poppins, O mágico de Oz, A noviça rebelde. Se você é um garoto, pode ver outros como você fazendo de tudo (no cinema e na TV). Hanna, sob esse ponto de vista, tem sua carga de pioneirismo, pois apresenta uma jovem com força e velocidade, habilidades que tradicionalmente estavam reservadas para os homens. É uma série que tem uma pegada existencial, de alguém em formação tentando se encontrar. Só que isso ocorre por meio da ação.”

As mulheres é que comandam a trama. Dos personagens masculinos, somente os vilões de Dermot Mulroney e Anthony Welsh é que têm importância. Farr comenta que, para o salto que o novo ano dá, houve um trabalho maior em conjunto. Ele delegou metade do roteiro a outros quatro escritores, três deles mulheres. E na direção, 70% da equipe é feminina. “Não as escolhemos porque são mulheres, mas porque fazem um grande trabalho e trazem um olhar diferente.”

“Hanna é uma personagem com a qual me sinto confortável. O interessante nesta temporada é que a relação paternal com Erik (Joel Kinnaman, que só participou do primeiro ano) foi transferida para Clara. Hanna a vê como uma irmã, pois ela tem a mesma natureza rebelde que ela”, diz Esme Creed-Miles.

Com um papel muito maior, Yasmin Monet Prince, a intérprete de Clara, comenta sobre a preparação para a personagem. “Tivemos que treinar por alguns meses antes das filmagens, o que para mim foi desafiador, já que a Clara não teve muitas cenas de luta no ano anterior. Mas fazendo todo o dia você acaba se acostumando, pois o corpo se molda.”

Mireille Enos fala também sobre a virada de Marissa, que de grande vilã se tornou protetora da protagonista. “Passamos muito tempo discutindo a transição da personagem. No começo, Hanna era meu alvo, e agora a segurança dela passou a ser o meu objetivo. Na verdade, o foco é que muda, mas a energia que ela traz para alcançar o que quer é a mesma”, diz a atriz sobre a ex-agente da CIA.

MEDÍOCRE Encontrar um lado maternal em Marissa não foi fácil, Mireille comenta. “É uma estranha ideia de como ser mãe. Houve uma cena em The Meadows, em que Marissa tenta levar Hanna embora, que seria de muita tensão. Já estava tudo pronto, câmeras a postos e fizemos o primeiro take. Foi tão medíocre que eu parei no meio da sala, pedi para tirar as câmeras e ensaiar de novo a cena.”

Dois homens em um universo feminino e eminentemente jovem, Dermot Mulroney e Anthony Welsh gostaram da experiência.  “Durante todo o tempo em que filmei, fiquei pensando nisso. Qual era a motivação de Leo ao tentar construir um relacionamento com aquelas garotas? Estaria apenas manipulando-as, para fazer a Utrax funcionar?”, diz Welsh. “O fato de John Carmichael ser um bad guy não é a questão principal da série. Aqui, o que eles querem é alcançar seu objetivo de fazer o programa funcionar”, diz Mulroney.

Com muitas sequências em ambientes naturais e outras em grandes centros, a ação de Hanna percorre diferentes países. A equipe rodou na Romênia, bem como em Paris (França) e Barcelona (Espanha).

“Uma das marcas da série é mostrar diferentes pedaços do mundo”, comenta Mulroney. “Ficamos alguns dias rodando em Paris, fazendo as cenas em que Marissa retorna à cidade. Estávamos na rua filmando, cheios de câmeras, mostrando a personagem tentando capturar a alma francesa, quando aparece um homem de boina, numa bicicleta, carregando três baguetes. Clichê francês maior que esse não há. Tivemos que gravar de novo”, conta Mireille. 

HANNA
A segunda temporada, com oito episódios, estreia nesta sexta (3), na Amazon Prime Video 


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