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Estado de Minas ON-LINE

Cine Theatro Brasil Vallourec conquista espaço nas redes sociais

Espaço cultural de BH atraiu 12 mil seguidores ao investir em programação virtual. Saulo Laranjeira será a próxima atração do projeto 'Live pra rir'


postado em 25/06/2020 04:00

No dia 30, Saulo Laranjeira será a atração do Live pra rir (foto: Sylvio Coutinho/divulgação)
No dia 30, Saulo Laranjeira será a atração do Live pra rir (foto: Sylvio Coutinho/divulgação)

“A cultura não desiste”, afirma Sandra Campos, gestora de planejamento e ação cultural do Cine Theatro Brasil Vallourec. Para tentar driblar as dificuldades impostas pela pandemia, a instituição apostou em ações on-line – os projetos Live pra rir e Praça Sete instrumental live – e deu certo, segundo ela.

“Não tínhamos canal no YouTube, agora temos mais de 12 mil seguidores. Mais de 30 mil pessoas viram Pérolas do Tejo”, informa Sandra, referindo-se ao monólogo com Carlos Nunes, transmitido do palco do Cine Brasil no mês de abril. Foi a primeira live realizada num teatro no país.

“Está sendo uma experiência nova para a gente. Fizemos uma aposta, mas não contávamos com o sucesso”, diz Sandra Campos. Segundo ela, os artistas aprovaram a experiência, “apesar do frio na barriga”. Além de Carlos Nunes, apresentaram-se Cida Mendes, com Concessa tecendo prosa, e Beto Sorolli, com A minha mãe é uma comédia.

Em 30 de junho, às 20h, será a vez de Saulo Laranjeira, com A arte do humor. A atriz Ana Clara Campos dividirá o palco com ele.

Além das transmissões ao vivo de peças encenadas em seu palco, o Cine Brasil promove o Praça Sete instrumental live, que pode ser acompanhado no YouTube. “É uma oportunidade de prestigiar artistas mineiros”, comenta a gestora. Os músicos Renato Caetano, Nath Rodrigues e Thiago Delegado já participaram do projeto.

Pandemia não é sinônimo de pouco trabalho, observa Sandra. “Temos de nos reinventar, e é muito estranho. Como poderíamos imaginar viver algo assim, mesmo em nossos piores pesadelos? Mas temos de ir adiante.” Até agora, os projetos on-line não deram retorno financeiro ao espaço cultural, de acordo com ela.

Quando o Cine Brasil reabrir, espetáculos on-line deverão prosseguir, prevê Sandra Campos. “O desafio está posto, o cenário é de muitas incertezas e dúvidas. A gente espera receber os artistas no palco, a plateia para vibrar. Mas isso vai ser aos poucos. Acredito que a inclusão digital vá permanecer”.

A tendência mundial, hoje, é de plateias menores, respeitando o distanciamento social. “Vamos ter de pensar na possibilidade de comercialização de ingressos virtuais”, admite a gestora.

Em 6 de julho, o espaço vai lançar o Box Cine Brasil, com a disponibilização semanal de filmes, gratuitamente. Está prevista a realização de debates quinzenais com diretores, atores e críticos. (FG)


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