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Estado de Minas MÚSICA

DJ David Guetta faz 'live' beneficente em local secreto em Nova York

Francês que é um dos maiores nomes mundiais da música eletrônica se apresenta neste sábado (30) para arrecadar fundos para o combate à COVID-19


postado em 30/05/2020 04:00

DJ David Guetta se apresenta na inauguração da boate Queen, em Paris, em 2015. Hoje, ele realiza live para arrecadação de fundos para o combate à COVID-19, em local não divulgado em Nova York (foto: Miguel Medina/AFP)
DJ David Guetta se apresenta na inauguração da boate Queen, em Paris, em 2015. Hoje, ele realiza live para arrecadação de fundos para o combate à COVID-19, em local não divulgado em Nova York (foto: Miguel Medina/AFP)

O confinamento gerado pela pandemia levou à introspecção o titã da música eletrônica David Guetta, que garante estar "extremamente inspirado" para o show beneficente que fará neste sábado (30), em Nova York. Arquiteto-chave desse gênero, com forte influência no pop nas últimas décadas, o francês de 52 anos se apresenta para arrecadar fundos para o combate à COVID-19. A localização exata é um segredo.

Guetta contou que fará um remix do famoso hit Empire State of mind, do rapper Jay-Z e Alicia Keys. Recentemente, ele fez um set de mais de duas horas no terraço de um prédio em Miami, visto por cerca de 8 mil moradores de suas varandas e mais milhões on-line.

Com o evento de Miami, Guetta arrecadou mais de US$ 750 mil para aliviar a crise causada pelo novo coro- navírus. A live deste sábado beneficiará várias organizações, incluindo o Fundo do Prefeito para o Avanço de Nova York, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e uma fundação francesa que apoia hospitais.

De sua casa, onde está confinado com a namorada, em Miami, ele deu esta entrevista.

Como você tem lidado com o confinamento?

Minha vida geralmente consiste em pegar aviões, ir de hotel em hotel, viajar para o próximo show. Isso me mostra o quão importante é, para a inspiração, simplesmente passar tempo com o teclado. Durante este período, eu disse para mim mesmo: OK, estou sozinho, posso dedicar um tempo para criar e tentar fazer algo novo. Eu sou um dos sortudos. Não me preocupo com como vou me alimentar no próximo mês. Meu confinamento é em Miami. No momento, estou olhando para o oceano, de forma que não é tão ruim. Tenho tentado me aprofundar em mim mesmo. Fui muito abençoado pela vida e, talvez, não tenha retribuído o suficiente. Por isso comecei a fazer (esses shows).

A pandemia atingiu o mundo da música com força. Como você acha que serão os shows ao vivo no futuro?

Vai ser muito difícil para os DJs... Não vou mentir. Não estou planejando trabalhar antes de 2021. Nossos hits geralmente começam nas boates, nos festivais. Agora não há boates, não há festivais, como fazemos? É o momento certo para se tornar um melhor produtor, trabalhar em casa, criar música. Estou criando este catálogo incrível e, quando as coisas abrirem, estarei pronto.

Qual o papel da música na crise?

Sinto a necessidade de fazer mais pop... Em tempos de crise, as pessoas precisam se sentir bem, e a música tem esse poder. Meu maior sucesso como produtor foi provavelmente
I got a feeling, para o Black Eyed Peas, e foi durante a crise financeira. Foi em 2009. O mundo estava passando por uma catástrofe e uma música tão simples e feliz se tornou o maior sucesso da minha carreira. Gosto da onda techno escura, mas minha mente não está nisso agora.

A dance music eletrônica normalmente depende de multidões e da dança para criar uma atmosfera. Isso pode ser alcançado na era do distanciamento social?

(Meu show em abril em) Miami teve uma das atmosferas mais incríveis que eu já vi. As pessoas desejam entretenimento, interagir, algo que os humanos precisam tanto quanto comer e respirar. Quando entrei no meu carro para ir para casa, todo o bairro ainda estava gritando. Foi louco. Essas não são condições ideais, mas também é algo muito especial. Graças ao seu sucesso, agora estamos fazendo isso em Nova York, o que é incrível.

Como você acha que a pandemia está moldando o futuro da sociedade?

Minha esperança é que esta seja uma demonstração óbvia de que fronteiras, fronteiras sociais, raças, que tudo isso não significa nada. A realidade é que somos iguais diante desta doença. Espero que não seja o contrário, que as pessoas vivam mais confinadas, com medo de outras pessoas. (AFP)



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