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Estado de Minas

Ingrid Guimarães se reinventa durante a quarentena

Atriz grava episódios de Além da conta#confinados em casa, faz dobradinha com a filha no set doméstico e sofre para ensinar matemática à garota. "Professores, amo vocês", afirma ela


postado em 15/05/2020 04:00

Clara e a mãe, Ingrid Guimarães, no set familiar do programa Além da conta#confinados(foto: GNT/DIVULGAÇÃO)
Clara e a mãe, Ingrid Guimarães, no set familiar do programa Além da conta#confinados (foto: GNT/DIVULGAÇÃO)
Ingrid Guimarães é a mulher do audiovisual. Com a trilogia De pernas para o ar, a atriz levou às salas de cinema quase 10 milhões de pessoas. Ano passado, o terceiro longa da série ficou em segundo lugar nas bilheterias brasileiras. Perdeu apenas para o blockbuster Vingadores: Ultimato. Os planos para 2020 estavam à toda, até que a pandemia chegou e o cinema virou incógnita para a atriz. Na TV, o coronavírus acertou em cheio a gravação, na Ásia, de mais uma temporada de Além da conta. Os planos foram para as cucuias, mas Ingrid e sua equipe gravaram, em casa, cinco episódios de Além da conta #confinados. Eles são exibidos às terças-feiras, às 23h30, com reprises às quartas e domingos, às 23h.

Depois de assistir ao episódio de estreia, Ingrid diz ter conseguido fazer um programa de qualidade, apesar da pouca estrutura de produção. “Podemos nos reinventar”, afirmou a atriz em entrevista coletiva, anteontem, pela internet. Nos planos originais, a temporada teria como cenário a China e a Coreia do Sul. Quando a COVID-19 avançou por lá, produtores pensaram em Nova York, mas logo desistiram devido ao avanço da pandemia.

Os cinco episódios têm como convidados Claudia Raia e Padre Fábio de Melo (dia 12, na estreia), Larissa Manoela e Paulo Gustavo (dia 19), Giovanna Antonelli e Babu Santana (dia 27), Anitta e Tereza Cristina (em 3 de junho). Fábio Porchat e Antônio Fagundes encerrarão a temporada, em 10 de junho.

Se o programa é uma alegria, o futuro do cinema é motivo de preocupação. “Fundos setoriais já estavam congelados há quase um ano. Filmes em andamento tiveram de paralisar a produção, filmes com recursos captados estavam com dinheiro preso”, lamenta. “Não é por mim ou pelos atores famosos que conheço. Temo pelos pequenos grupos, pelos que dependiam de fundos, de editais.”

Ingrid Guimarães critica a forma como o governo Bolsonaro vem tratando o setor. “Espero bom senso, principalmente neste momento, com tantas equipes técnicas desempregadas, com tanta gente que precisa da cultura para sobreviver. Câmeras, bilheteiros, maquiadores e cabomen serão os últimos a voltar a trabalhar. Que tenhamos um olhar sobre essas pessoas também”, afirma.

Ingrid considera “infeliz” a entrevista que Regina Duarte, secretária especial de Cultura, deu à CNN, mas não quis se aprofundar no assunto, alegando ter grande amizade por Gabriela Duarte, filha de Regina. “Pelo menos na minha vida, amizade é mais importante do que a política.”

EM CASA 

A vida de Ingrid mudou radicalmente. Há a felicidade de ficar em casa com a filha e o marido, de poder cuidar do apartamento para onde acabou de se mudar. Há também a tristeza por pessoas que não podem ficar em casa, por aqueles que amargam o fechamento dos negócios e por aqueles que passam fome.

“Entrei no processo de me organizar e ser uma pessoa ativa. Comecei a fazer exercícios físicos, algumas lives, a criar coisas. Passei a encarar essa situação como momento de criação de coisas futuras. Mas tem dias em que acordo e não quero fazer nada, me dá uma tristeza danada com o número de mortes”, revela.

Clara, filha de Ingrid, contracenou algumas vezes com ela em Além da conta #confinados, atuou como cinegrafista e virou quebra-galho na solução de problemas. “Ela sempre dava muita força quando alguma coisa travava”, conta a mãe coruja. “Clara cresceu no set, na coxia, e diz que quer ser atriz. Mas não falo nada, deixo que mude de ideia se quiser. Por enquanto, é só uma criança mesmo”, diz Ingrid.

Bem-humorada, ela reclama do home schooling, o ensino domiciliar. “Nós, pais, temos de fazer um trabalho para o qual não fomos preparados. A matemática de hoje é totalmente diferente daquela da minha época. Não sei ensinar. Para fazer a Clara entender que não eram férias, foi um perrengue. Quando voltarem as aulas, meus amores, vou dar uma festa”, brinca. E manda um recado: “Professores, amo vocês!”


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